segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Patos - Manual de orientação para criação e engorda




MANUSEIO

Os patinhos de um dia, estão sujeitos à alguns cuidados especiais depois de uma longa viagem, pois não passam de recém nascidos.

Apesar de muito resistentes e espertos, devem receber água com açúcar logo que postos sob a campânula. Caso não se dirijam aos bebedouros imediatamente, pegar alguns com a mão e molhar o bico, que logo todos farão o mesmo.

A temperatura da campânula deve ser de 32º Centígrados na primeira semana, passando à 25º C. na segunda semana. Nos locais de clima tropical não há necessidade de aquecedor alem dos quatorze dias.

ATENÇÃO:

1- Nunca segure os patinhos pelas patas ou asas, faça-o somente pelo pescoço ou pelo corpo.

2- Nunca deixe os patinhos entrarem na água antes de vinte e um dias.

ALIMENTAÇÃO

É o fator mais importante para quem deseje criar patos para engorda e abate. Nossa experiência com esta espécie, depois de experimentar diversas composições e fórmulas, nos ensinou que para haver um bom desempenho na criação, é necessário uma boa ração, que na falta de alternativa poderá ser a ração inicial de pintinhos, de preferência peletizada (com peletes tipo ração de codornas) ou triturada, evitando-se as rações muito finas, isto até os primeiros quatorze dias. A partir dai e até os trinta e cinco dias ou quinta semana, poderá ser administrada a ração comercial de crescimento peletizada, e dos trinta e cinco até o abate, a ração de engorda, também peletizada.

Se for possível conseguir ração especial ( só se consegue para grandes quantidades), siga a formulação que segue junto a embalagem dos patinhos de um dia. Caso não seja possível formular, entre em contato com um fabricante e solicite ração sem antibióticos, hormônios ou qualquer outro medicamento.

A ração não deve faltar nos comedouros, que podem ser de calha ou cilíndricos como os de frango de corte. À cada novo lote limpar bem os comedouros antes de botar ração limpa. No caso de abate, retirar a ração 8 horas antes, para que estejam com o aparelho digestivo vazio.

Os bebedouros devem ser do tipo automático ou calha com água corrente, numa altura que não permita ao patinho se banhar, devendo estar distante no máximo 3 metros dos comedouros, e de preferência junto à uma das laterais do galpão. Sob a linha de bebedouros, deve haver uma calha com ralo, para onde a água deva escorrer, deixando o piso seco.

O consumo de ração nas primeiras semanas é muito pequeno aumentando rapidamente da quinta semana em diante, podendo-se calcular a taxa de conversão com uma boa ração para o abate em 45 a 50 dias entre 2,4 e 2,5 quilos de ração por quilo de peso vivo, sendo que nesta idade, tanto machos como fêmeas atingem cerca de 3,3 kg. com diferença de 5% a favor dos machos. Caso o abate seja postergado para 70 dias, os patos podem ultrapassar os 4Kg. de peso vivo, porém com uma taxa de conversão menos eficiente. Usa-se esta modalidade para quando se deseja obter peitos de pato mais pesados.
Com uma boa ração temos conseguido exemplares de 4,5kg de peso vivo, aos 60 dias.


ESPAÇO

Outro fator de suma importância na criação é o espaço requerido pelos patos de Pequim, que como regra geral até a segunda semana, pode ser o dobro do necessário para pintinhos.
Dai em diante as necessidades mudam, e podemos resumi-las na tabela abaixo.



DIAS QUANTIDADE/m2

Até 7 dias 40 "
Até 14 dias 15 "
Até 21 dias 10 "
Até 28 dias 6 "
Até 35 dias 5 "
Até 49 dias 4 "
De 49 em diante 3 "

Um modelo bom para criação em nosso clima será o de um galpão com 10 metros de largura, e comprimento variando de 30 a 200 metros de acordo com a quantidade de aves que se deseje criar. O pé direito deve ser de no mínimo 3 metros nas regiões menos quentes e quatro metros nas regiões de clima quente. Nestas deve ser construído um lanternim na cumeeira para exaustão do ar quente. A posição do galpão em relação à incidência de raios solares também deve ser observada, de modo a possibilitar as aves sempre um local de sombra para se abrigarem pois uma exposição prolongada pode causar sua morte.

O galpão poderá ter a lateral toda telada ou não, dependendo da região, pois se não houver predadores ou ladrões, basta uma parede de 70 centímetros de altura para impedir a sua fuga. Também as divisórias entre lotes, podem ter apenas 50 centímetros de altura, pois será o suficiente para detê-los facilitando ao tratador o acesso.

O bebedouro em calha ou linha de bebedouros automáticos, deverá ficar junto a uma das paredes laterais, a uma altura do chão que não permita a entrada da ave, sendo a linha de comedores paralela a ela, numa distância que pode variar entre 2 e 3 metros.

O piso do galpão deve ser pavimentado, com caimento para o lado do bebedouro de cerca de 5% de modo a facilitar a limpeza e o escoamento da água.

As telhas podem ser de fibrocimento, recomendando-se nas regiões mais quentes as telhas de cerâmica, por isolarem um pouco mais o calor.

O PATO ORGÂNICO

Em 2002 iniciamos a criação do pato caipira ou orgânico, com excelentes resultados. É que a partir da segunda semana, quando não precisam mais calor artificial, são colocados em grande cercados nas áreas de capoeira, alimentando-se parcialmente de capim e outros vegetais, complementando-se a alimentação com uma ração especialmente formulada por nós, ração esta sem qualquer antibiótico, hormônio ou medicamento, e sem o stress inevitável do confinamento, produzindo um pato muito saboroso e mais saudável, e com características mais naturais. Este pato entretanto, diante de um custo mais elevado, só é produzido sob encomenda.


DOENÇAS

Iniciamos nossa criação em 1989, e até o presente não observamos em nosso criatório nenhuma doença contagiosa nos milhões de patos que já produzimos. Isto não significa que os patos não estejam sujeitos a doenças. No entanto cuidados na higiene e nas acomodações são necessários tais como, limpeza sistemática de comedores e bebedores a cada troca de lote, ventilação dos galpões, cama seca feita de cepilho, palha de arroz, capim seco picado, sabugo de milho triturado, ou qualquer outro material absorvente para manter o piso sem umidade, que por incrível que pareça é um dos principais fatores de mortalidade. Isso evitará que tenham reumatismo nas pernas, fato observado em literatura especializada, causando arqueamento das pernas e atrasando o crescimento.

Algumas vezes em casos isolados surgem problema nos olhos, que aparecem lacrimejando e meio fechados podendo causar cegueira e morte por inanição.. Deve-se isolar o indivíduo, aplicando-se em seguida sobre a vista, uma solução de água com sal à 5%. Normalmente a mortalidade até o abate aos 49 dias não chega aos 5%.

Para qualquer outro sintoma ou indícios de doença não identificada, sugerimos contato com um veterinário mais próximo que facilmente resolvera o problema, pois estes patinhos são criados a mais de um milênio, sendo poucos os problemas não solucionáveis.

FONTE:http://www.patoseloverde.com.br

4 comentários:

  1. meu patinho pode nadar após 1 semana de vida?

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  2. Olá amigos e demais seguidores!

    Acho de muita valia as dicas, sugestões e trabalhos desenvolvidos. Tenho consultado e aprendido muito!
    Estou com uns problemas com minha mini garnizé e gostaria de saber se podem me ajudar. É o seguinte: adquiri uma mini garnizé a pouco tempo e ela logo em seguida entrou em choco. Estava tudo bem, isolada em uma gaiola grande para ficar em paz, até que percebi uma espécie de "casquinha" em seu olho. Estranhei pois sabia q não era resultado de uma briga...
    No outro dia, esta casquinha estava maior e tb havia uma na barbela logo abaixo da orelha. O olho começou a ficar fechado e inchado, então providenciei uma limpeza com chá de camomila e tansagem morninho... Procurei informações na internet, mas não achei nada muito claro, por isso recorro a ajuda de vcs... O q pode ser? Como devo proceder...
    Estou bastante preocupada, desde já agradeço qualquer opinião e dicas.
    Posso mandar foto, caso auxilie na identificação.

    Forte abraço a tod@s
    Shada

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  3. interessante, sempre soube que qdo os patinhos nascem a máe os conduzem para a água, tenho criaçáo deles e ultimamente eles tem morrido muito. De uma ninhada de 25 agora tenho só 6, eles morrem , aparecem mortos, náo ficam tristes, mas depois de mais de um mes de vida,Se alguém tem idéia do que pode ser, por favor me ajude. Outro dia peguei o macho matando e comendo eles, dei uma fim no mesmo , mas eles continuam morrendo. Espaço grande e muita agua

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  4. gostaria de ver fotos de patos separados macho e fêmeas, pois tenho dois aki e não estou sabendo se são machos ou fêmeas. obrigado

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