quinta-feira, 14 de julho de 2011

COMO MONTAR UMA PET SHOP

Introdução
FICHA TÉCNICA
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Comércio e Serviços
Tipo de Negócio: Comércio de animais e produtos veterinários, prestação de serviços e banho e tosa.

APRESENTAÇÃO. O carinho que muitos donos têm pelos seus animais, considerando-os muitas vezes um membro da família, justifica a proliferação de negócios relacionados a eles.
Hoje, as lojas para animais se especializaram na oferta de produtos indispensáveis ao sofisticado cotidiano dessas adoráveis criaturas domésticas . Com nome importado, as pet shops de hoje são mais sofisticadas, oferecem produtos importados e serviços diferenciados.

MERCADO. A concorrência entre as lojas não é muito acirrada, uma vez que é rara a sua concentração em uma mesma região. O conhecimento demonstrado pelo proprietário da loja sobre seus produtos e animais pode ser a diferença na conquista e formação da sua clientela, além de qualidade, variedade, preço, bom atendimento e a atenção dispensada aos animais.
Este mercado desponta como uma promissora oportunidade de negócio para o pequeno empreendedor, visto que, o número de animais de estimação vem crescendo muito no Brasil, seguindo a tendência verificada nos Estados Unidos e na Europa.

LOCALIZAÇÃO. É bom levar em consideração as facilidades de acesso e a disponibilidade de vagas para estacionar próximo ao ponto comercial. Se houver possibilidade, ofereça estacionamento no local ou convênio com estacionamentos nas redondezas.
Uma característica importante do setor é o fato de as pet shops serem “empresas de vizinhança”. Essas lojas têm um raio de alcance pequeno e atingem, em sua maioria, as pessoas que moram nas proximidades.

ESTRUTURA. Manter uma estrutura de COMERCIALIZAÇÃO conforme o que determina a lei, significa: mantê-la separada das dependências residenciais ou outras estranhas à finalidade específica do estabelecimento, bem como disponibilizar dependências adequadas à correta conservação e manutenção de limpeza, desinfecção e refrigeração dos produtos.
Uma sugestão para o arranjo físico de um estabelecimento comercial de um negócio desta natureza é: Dispor de um balcão de atendimento, espaço e prateleira adequados para expor diversos produtos, uma área reservada para banho e tosa, escritório, sala de veterinária e estoque. Por questão de segurança, é aconselhável colocar produtos farmacêuticos (vitaminas, vacinas, etc.) em prateleiras atrás do balcão, sob supervisão de um veterinário para orientação sobre o uso de tais produtos.
Caso o empreendedor venha, também, a comercializar animais, precisará construir boxes para os cães e gatos, gaiolas para os pássaros e infra-estrutura adequada para a higiene, alimentação e cuidados com a saúde do animal. Normalmente, os animais ficam expostos logo na entrada, funcionando assim como grandes atrativos para as crianças, que influenciam a compra dos animais.

EQUIPAMENTOS. Os equipamentos básicos para instalação de uma loja de animais são:
- Balcão de atendimento, vitrine, prateleiras;
- Banquetas/cadeiras, tanque com chuveiro móvel;
- Secadores, escovas, pentes, tesouras, máquina de tosa, alicates de unhas, mesa de alumínio para tosa, gaiola com três divisões, jogos de lâminas, etc..
- Móveis e equipamerntos de escritório.

INVESTIMENTOS. Será fundamental fazer uma avaliação precisa do Capital disponível, para que se possa dimensionar o negócio corretamente, sendo que o valor do investimento pode girar em torno de R$ 30 Mil.

PESSOAL. Deverão ser pessoas que tenham conhecimentos sobre animais, de como manejá-los e detectar doenças. Além desses aspectos técnicos, é muito importante que esses funcionários também tenham como característica o carinho no trato dos animais.
É conveniente ter como sócio um veterinário, já que a legislação exige a presença desse profissional no caso de comercialização de produtos veterinários. Somente esse profissional tem condições de cuidar da saúde dos animais e de aplicar vacinas, por exemplo. Com isso, o estabelecimento terá um diferencial para competir com as redes atacadistas.

DESPESAS. As despesas gerais de administração irão variar de acordo com a estrutura adotada pelo empreendedor. Por exemplo, o valor do aluguel do imóvel (casa, loja, sala, galpão, terreno). As despesas básicas são praticamente padronizadas tais como energia elétrica, água, telefone, honorários do contador, retirada do proprietário. Já outras são específicas de uma loja de animais, como aquisição de produtos como xampú e condicionador para a lavagem dos animais, etc...

FORNECEDORES. Os fornecedores dos produtos comercializados pela loja são os distribuidores, que costumam visitar os clientes para oferecer a mercadoria. O material utilizado para banho e tosa (xampú e condicionador) pode ser encontrado facilmente em lojas especializadas.
No caso dos animais, são fornecidos pelos próprios criadores, que trabalham em consignação ou sob encomenda. É possível contatá-los através das associações de criadores nos estados. Uma vez vendido um animal na loja, é importante ter produtos que lhe darão manutenção e assistência contínua.

PRODUTOS. As lojas de animais comercializam, além de animais propriamente ditos, artigos para sua manutenção como rações, medicamentos, produtos de higiene, acessórios e prestam serviços como banho e tosa.
Há uma tendência em sofisticar esse comércio, oferecendo produtos exclusivos e diferenciados, visando atingir consumidores de maior poder aquisitivo, aliado à prestação de serviços. Atualmente, poucos empreendedores concentram-se apenas na venda de produtos. Alguns produtos (como ração e alguns acessórios) são comercializados por supermercados, que conseguem oferecer preços bastante atraentes aos consumidores.
A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento, especialmente hábitos de consumo da clientela.
Os produtos básicos comercializados são: alpiste, aveia, fubá, farelo, semente de girassol, quirela, rações diversa (para pássaros, periquitos, peixes, cães e gatos), comedouros, gaiolas, capas, bebedouros, correntes para cães, coleiras, peitoral, escovas plásticas, equipamentos para aquários, medicamentos, produtos de higiene e limpeza, etc.

FUNCIONAMENTO. Uma loja de animais consiste basicamente na venda de produtos e serviços como banho e tosa. Nesses casos, os donos levam os animais à loja e vão buscá-los mais tarde, na maioria das vezes. Enquanto aguardam, os animais ficam em gaiolas adequadas. Pode ser interessante oferecer serviços de transporte de animais (buscá-lo e levá-lo de volta após o serviço, por exemplo).

ALTERNATIVAS. Adotar o sistema delivery (buscar e entregar animais em domicílio) é uma estratégia que pode ser adotada pela empresa para facilitar a vida de seus clientes e aumentar a demanda por banho e tosa. Por outro lado, essa iniciativa pode diminuir o número de clientes que visitam as lojas e, como conseqüência, o volume de vendas de roupas, brinquedos e outros acessórios. Outra sugestão é adotar a Internet, viabilizando a aquisição de produtos e serviços de forma virtual.

LEMBRETES. Além dos dados aqui apresentados, torna-se necessário, algumas outras dicas:
- Visitar estabelecimentos congêneres, conversar com pessoas que já estejam no ramo há algum tempo, ler publicações específicas, consultar entidades de classe ou sindicatos, com certeza trará informações importantes, que em muito o ajudarão;
- O comércio de animais vivos traz alguns riscos, principalmente relacionados a sua mortalidade. É imprescindível que o local esteja sempre rigorosamente limpo, a fim de evitar doenças;
- É importante gostar muito de lidar com animais e conhecer muito bem as características de cada espécie e raça. Além disso, é necessário saber a melhor forma de tratá-los, bem como os produtos mais adequados a cada caso;
- Animais como cães e gatos são vendidos em consignação ou por encomenda e não ficam na loja por mais que um dia devido aos custos de manutenção e a responsabilidade sobre eles.
Legislação Específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretária da Receita Federal;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal;
- Registro no IBAMA para comercialização de animais aquáticos vivos (peixes ornamentais);
- Registro no ministério da agricultura para comercialização de rações, vacinas e outros produtos veterinários.

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
É importante estar atento à legislação que regulamenta o comércio de animais. É proibida a venda de animais da fauna brasileira, sob pena de prisão, além dos animais domésticos, é permitido o comércio de pássaros e pequenos roedores de origem estrangeira, como canários belgas, periquitos australianos, hamsters, etc..
O conhecimento de algumas lesgislações é de extrema importância, tais como:
- Declaração Universal dos Direitos dos Animais: Declara sobre os direitos dos animais.
- Decreto Federal nº 24 645/34. Referente a tutela dada pelo estado aos animais.
Para maiores esclarecimentos sobre a legislação consultar o site Geocites.
Registro Especial
É obrigatória a supervisão de um profissional da área, ( Conselho Regional de Medicina Veterinária – Veterinário), visto que a legislação exige a presença desse profissional, ( RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL - Estabelecimentos que armazenem, distribuem, comercializem, importem ou apenas exportem produtos veterinários, estão obrigados a ter um médico veterinário como responsável);
Produtos veterinários somente poderão ser comercializados depois de devidamente registrados no Departamento de Defesa Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária.
Os documentos necessários para abertura de qualquer empresa são: três cópias autenticadas do CIC e do RG dos sócios, duas cópias autenticadas do IPTU da sede da empresa, comprovante de residência de cada um dos sócios (conta de telefone ou de luz do mês anterior) e as cinco últimas declarações do Imposto de Renda. O primeiro passo é apresentá-los em um Cartório de Registro Civil de Pessoa Jurídica. Depois, o empreendedor deve ir à Receita Federal e, por fim, comparecer à prefeitura.
PET SHOP. No caso do pet shop , o registro do estabelecimento deverá ser requerido pela firma proprietária ou por seu representante legalmente constituído, mediante pedido instruído com as seguintes informações:
- Cópia autenticada do contrato social do estabelecimento, com a comprovação de sua constituição legal e alterações posteriores;
- Localização do estabelecimento (endereço completo) e inscrição no cadastro geral de contribuintes CGC;
- Representação legal e comprovação da mesma;
- Atividades a que se destina o estabelecimento;
- Tipo(s) de produto(s) que pretende fabricar ou importar;
- Nome, qualificação e registro do responsável técnico;
- Disposições legais e específicas em que se baseia o requerimento de registro.
http://www.empregabrasil.org.br/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Galo Banquiva




O galo Banquiva é uma pequena ave que vive nas florestas tropicais e subtropicais. Para além da semelhança morfológica com o galo comum, partilha outras semelhanças com este, como por exemplo o de cantar ao levantar do dia e de esgravatar o chão para encontrar comer.
O homem domesticou os primeiros galos Banquivas na Índia, cerca de 3.200 a .C. (anos antes do nascimento de Cristo) e a partir de 1.400 a .C. na China. Por volta de 1.500 a .C. domesticou-o no Egipto e em Greta. A espécie estendeu-se de seguida à Europa e ao mundo inteiro. É provável que tenha chegado à América a partir da Ásia, pelas costas do Equador e do Perú.
No início, o galo Banquiva foi domesticado primeiro pelo seu papel tanto como animal para sacrifícios como para combates, pela carne e pelos ovos. Os Romanos faziam criação em "galinheiros" em grande escala, mas depois deles esta actividade foi abandonada até ao século XIX.
Os Europeus e outros colonos introduziram o galo Banquiva em vários países, como a Austrália, a Nova-Zelândia e a África do Sul.


Como vive

O galo de Banquiva vive habitualmente em estado selvagem nas florestas relativamente densas e nas plantações de bambus. Procura com frequência alimento nas clareiras, nas matas e em certas zonas cultivadas como os arrozais.
Como o galo doméstico, o galo de Banquiva é um grande adepto dos banhos de poeira.
Numa clareira seca da floresta, rebola-se na poeira e bate as asas de forma a provocar a entrada nas penas de pequenas partículas de terra seca ou de areia fina. É assim que ele cuida da sua plumagem e se vê livre dos parasitas.
O galo de Banquiva começa e sua actividade diária desde o nascer do sol até às 9 horas da manhã. Descansa então à sombra. Depois quando está mais fresco, por volta das 3 da tarde, recomeça o seu trabalho de procura de comida, até ao anoitecer.
Depois empoleira-se numa árvore para dormir durante a noite. Dorme em conjunto com outros, formando grupos que podem ir dos 5 até aos 30 indivíduos.

O galo Banquiva (Bankiva) faz o ninho habitualmente no fim do Inverno e na Primavera. O galo faz várias demonstrações nupciais para mostrar o seu poder junto dos rivais, defender o seu território e atrair uma galinha. Arrasta uma das asas rodopiando à volta da fêmea, bate ruidosamente as asas como quem bate palmas, eriça as plumas do pescoço e sacode a cabeça.
A galinha constrói o seu ninho no chão, no meio de densa vegetação, muitas vezes debaixo de uma silva ou dentro de um maciço de bambus. Ela choca os ovos sozinha. Os pintos são capazes de a seguir somente algumas horas depois do nascimento.
As galinhas, como outros animais domésticos, não põem um número determinado de ovos em cada época, mas substituem os ovos que se apanham. Galinhas seleccionadas podem assim pôr um ovo cada dia. O record está em 371 ovos postos por uma única galinha durante um ano.

Hábitos

O galo Banquiva (Bankiva) canta ruidosamente, sobretudo de manhã, para assinalar o seu território e afirmar a sua posição hierárquica dentro do grupo. Na época da reprodução, o macho canta um pouco mais cedo em cada manhã.
Há diferenças subtis entre o "cocorico" de cada macho permitindo que os rivais se reconheçam.
Esgravatar o chão e depenicar os pequenos pedaços de alimento ou pequenas pedras, constituem a parada nupcial da galinha na presença de um galo. É também desta maneira que ela atrai os seus filhos para que comam e para reforçar as suas ligações com eles.

Alimentação

O galo Banquiva consome grãos, frutos, bagas, folhas e pétalas, e rebentos de plantas cultivadas como o arroz, o milho, os feijões e a tapioca.
Um estudo mostrou que o Banquiva se alimenta de mais de trinta qualidades diferentes de grãos, assim como numerosos invertebrados: coleópteros, moscas, formigas, percervejos, aranhas, centopeias e caracóis. Na estação seca, desloca-se para os pontos onde há água para beber, de manhã e à noite.
O Banquiva desloca-se habitualmente sozinho, esgravatando a terra, para encontrar de comer, mas também em grupos que podem contar com até cinquenta aves.
Tal como com o galo comum, existe uma hierarquia e a ave dominante tem acesso prioritário aos melhores locais de alimento. O galo engole minúsculos seixos de pedra para facilitar a trituração dos grãos dentro do papo.
Em certas regiões da Birmânia, onde existem minas de pedras preciosas, foram encontrados rubis e esmeraldas no papo de galos Banquiva.


Sabia que?...

O galo doméstico, descendente do galo de Banquiva é a ave mais abundante do mundo. Calcula-se que a população mundial de galinhas domésticas seja mais de 8.000 milhões (ou oito biliões) de indivíduos, ou seja cerca de 1,5 galinhas por cada ser humano.
Na Índia, há muitas lendas tradicionais nas quais a galinha simboliza o amor.

Manual do Faisão



O faisão, é uma ave do gênero galiformes (da mesma família da galinha doméstica, codorna, perdiz e pavão). São originários da Ásia, principalmente da China, Rússia, Nepal, Japão, Himalaia e Tibet. O nome faisão, vem do rio Phasis, (hoje rio Rion), localizado no Cáucaso, (sudoeste da Rússia ), próximo ao mar Negro, local de onde foram levados para a Europa e outras partes do mundo. O faisão em quase sua totalidade, possui um grande dimorfismo sexual, sendo os machos maiores e de plumagem bem mais colorida e brilhante que as fêmeas, acredita-se que uma das razões desse dimorfismo, é que, sob o ataque de um predador, o macho é o mais chamativo, atraindo assim o perigo para ele, enquanto a fêmea foge com a cria. Os machos realizam grandes exibições na época de acasalamento, são geralmente brigões e polígamos. Existem 49 espécies de faisões, das quais 46 são criadas em cativeiro e mais de 160 variedades, existem várias espécies em estado selvagem na Ásia. A primeira espécie introduzida na Europa, foi a phaseanus colchicus, feita a muitos séculos e se habituou tão bem que hoje se tornou uma ave nativa nos bosques europeus. Sua introdução nos Estados Unidos é tão grande que, para se ter uma idéia sua produção anual é entorno de 20 milhões de aves. Sua carne é de delicado e excelente sabor, sendo muito disputada entre os "gourmets". A criação de faisão não é difícil, depende apenas de determinados conhecimentos e dedicação, havendo no entanto algumas espécies raras mais difíceis de criar. Em seu habita, vivem nas clareiras das florestas ou em bosques perto de campos ou plantações, dormem empoleirados em árvores, voam muito rápido fazendo alvoroço ao levantar vôo, no chão são grandes corredores. Alimentam-se de insetos, larvas, frutos, brotos e sementes. Vivem em bandos e na época de acasalamento, primavera e verão, os machos começam a brigar e a formarem casais ou grupos familiares. As fêmeas se aninham no chão, geralmente em buracos que são cobertos pôr folhas e capins. Os filhotes nascem ágeis e começam a voar aos três meses. Em cativeiro a fêmea raramente bota os ovos em ninho e mais difícil ainda é uma fêmea que choque os ovos, sendo necessário o uso de chocadeira ou de mães adotivas (garlinzé ou galinha caipira).

FAISÕES PARA ABATE

Geralmente são os da família Phasianus colchicus , principalmente o coleira, o versicolor, o jumbo white e os seus cruzamentos. Essas raças são geralmente precoces em sua maturidade sexual, prolíferas, e de uma melhor conversão alimentar. A fêmea inicia a postura em seu primeiro ano, botando uma média de 65 ovos, algumas chegando a 100 ovos, com um índice de fertilidade de 75% São polígamos podendo ser colocados 01 macho para 06 fêmeas em viveiros individuais ou a mesma proporção em viveiros coletivos, sendo que nesses, sempre acaba ocorrendo a eliminação de alguns machos inativos pôr outros ativos.

FAISÕES PARA CAÇA

Em geral, são utilizados os mesmos faisões destinados ao abate, só que com um selecionamento para uma ave mais leve e mais selvagem, também são utilizados para caça o faisão venerado (na França) e lady (na Inglaterra).

CRIAÇÃO PARA ABATE E CAÇA

A época de criação no Brasil é de setembro a janeiro onde existe um maior período de luz, sendo o píco da postura no final de outubro chegando a 70%. O selecionamento é feito visualmente pelo fenótipo, escolhem-se os machos de um lote e fêmeas de outro para se evitar a consangüinidade. Escolhemos sempre os filhotes mais velhos do ano anterior pôr estarem mais aptos a reprodução. Após o selecionamento as aves vão para viveiros que podem ser de família 01 macho e 06 fêmeas, (pelo menos com a metragem de 4 metros quadrados), ou viveiros coletivos 20 machos e 100 fêmeas, (120 metros quadrados), essa relação é diferente pois existe, como já comentado, a eliminação de alguns machos inativos pêlos ativos, esses machos ativos estabelecem território sendo que as fêmeas tem livre acesso entre eles. O viveiro deve receber o sol da manhã, que serve para revitalizar a ave e desinfetar o viveiro, nunca o da tarde pôr ser extremamente forte e extressar os animais. O piso deve ser de areia com uma boa drenagem. As paredes de alvenaria e tela, pelo menos 3 lados de alvenaria e 1 de tela , que deve começar após 0,5 metro de alvenaria, a tela nunca deve entrar em contato com o chão. O teto deve ter uma cobertura de tela, para caso de destelhamento a ave não fugir, e as telhas de barro para um melhor isolamento térmico. Deve ser colocado comedouros e bebedouros automáticos. No viveiro coletivo, faça-o sempre com um grande sombreamento, no local de água e ração, devem ser colocados 6 comedouros e 6 bebedouros automáticos, não se esqueça que o faisão é territorialista. No viveiro coletivo é necessário a colocação de poleiros para diminuir a densidade no chão evitando-se assim a perda de machos pôr briga e fêmeas que possam estar machucadas pôr excesso de cópula. É importante fazer a debicagem no momento da introdução das aves nos viveiros, e sempre que fizer necessário pois ajuda na diminuição da perda de ovos. A faisoa é uma ave ainda selvagem, que não se acostumou ao cativeiro, sua postura é realizada no chão, pôr isso, a captação de ovos é feita 05 vezes ao dia, sempre pelo mesmo tratador, com um uniforme padronizado. A limpeza do ovo pode ser feita com lisoforme (produto encontrado em supermercado), colocados em um bandeja de ovos plástica, nunca de papelão, com o bico virado para baixo, em seguida é feito a fumigação, mistura de permanganato de potássio com formol, que serve para uma total desinfeção dos ovos (uso indicado sómente para grandes produções), após são levados para uma sala com temperatura de 20°C (a partir de 22,2°C tem-se o início da germinação do ovo) e 80% de umidade, ficando estocados um máximo de 07 dias para depois serem incubados, quanto maior for o tempo de estocagem, menor será a porcentagem de eclosão, e maior o número de pintainhos de 2ª (pintainhos que não sobreviverão).

INCUBAÇÃO ARTIFICIAL E CRIAÇÃO DOS FILHOTES

Os filhotes de faisão são muito espertos e se não tivermos cuidados, certamente perderemos alguns pôr fuga. Ao nascerem deve ser feita a operação na asa para que não voem mais, (animal para abate), o sistema é simples e eficiente, se for para caça ou ornamentação o animal não deve ser operado. Esta operação é uma amputação de um terço de uma das asas com cauterização, esta operação deve ser feita no primeiro dia após o nascimento. Os animais são colocados em criadeiras ou em círculos de eucatex com o piso de serragem branca, iguais aos usados pôr pintos de frango. As granjas devem possuir iluminação artificial controlada, para evitar um dos problemas, o canibalismo (diminui-se a quantidade de luz quando o problema ocorrer).
A temperatura ideal varia da seguinte forma: 1ª semana 35°C, 2ª semana 31°C, 3ª semana 26°C, mantendo assim até a total formação das penas. No 1º dia é administrado polivitamínico na água devido ao estresse da manipulação dos animais. É recomendado silêncio absoluto, inclusive devemos bater na porta antes de entrarmos no viveiro. Pôr volta do 10º dia, os animais começam a pular o círculo, devemos então, colocar comedouros e bebedouros no lado de fora, quando o número de animais do lado de fora for maior que o de dentro, retiramos o círculo, (pôr volta do 14º dia), já nesta fase são colocados os comedouros e bebedouros automáticos e dia após dia os comedouros e bebedouros infantis são retirados. Em torno do 60º dia, pela manhã, soltamos os faisões para o que chamamos de pasto, grande área verde com pastagem e árvores e abrigos com comedouros e bebedouros automáticos, é verdade que as aves terão uma conversão de peso menor, mas evitaremos assim o problema de concentração e canibalismo. O capim do pasto não deve estar alto, pois dificulta a movimentação dos animais, nos primeiros dias os animais devem ser recolhidos ao entardecer para verificação de possíveis animais machucados e para que se ambientem aos poucos. O abate ocorre em torno do 5º mês o macho pesando 1,350 kg e a fêmea 1,100 kg Os faisões para caça são colocados em viveiros totalmente telados para que desde cedo possam se exercitar A caça é realizada no Brasil entre os meses de abril e julho, época com o clima mais fresco. Os animais são soltos logo pela manha em grupos de pelo menos 2, ou então devem ser ambientados em pequenos viveiros ao longo da área de caça e soltos 1 dia antes a noite. No mundo inteiro o faisão é caçado, inclusive em todos os países desenvolvidos e radicais ecologicamente, prática essa não combatida pois os animais são criados para esse propósito, como um frango é criado para o abate. O próprio Príncipe Charles mundialmente conhecido como defensor da natureza é um aficionado pôr essa caça, esse empreendimento é gerador de imensa riqueza aos países, devido as altas taxas cobradas pelo governo e revertidas ao meio ambiente.

ALGUMAS DICAS PARA A CRIAÇÃO

Prefira a mão de obra feminina - use cantos arredondados nos viveiros - não misture animais de idades e raças diferentes - coloque poleiros em todos os viveiros de engorda - no caso de canibalismo, diminua a intensidade de luz, e coloque capim ou verdura amarrados e dependurados para os animais se distraírem - pôr ser considerada uma ave ainda selvagem, não necessita de vacinação - sempre que pôr algum motivo ocorra estresse,administre algum pólivitaminico - vermifugar as matrizes nos meses de agosto e fevereiro

PROBLEMAS COM ESTRESSE

Não devemos esquecer, que o faisão é uma ave selvagem, dotado de um sistema nervoso muito aguçado. O estresse modifica a velocidade vascular, causando a hipodermia, depressão nervosa e a super atividade das glândulas supra-renais, sendo esse um dos principais motivos de frustração na criação, principalmente para principiantes. Estes são os principais fatores que causam estresse nas aves: - densidade muito elevada no viveiro - problemas alimentares (água suja ou quente, poucos comedores, ração de baixa qualidade ou níveis baixos, mudança repentina de ração, falta de ração pôr um período) - excesso de calor ou luz - transporte dos animais - mudança de ambiente - vacinação e aplicação de remédio - mudança brusca de temperatura - ruídos imprevistos - ataque de animais doméstico - presença de estranhos (quando necessário usar a mesma roupa que o Tratador)


http://www.avesdecorativas.com.br/aves/informativo/informativo_faisao.html

sábado, 9 de abril de 2011

PAVÃO





Nome comum: Pavão
Nome científico: Pavo cristatus
Nome em inglês: Peacock
Filo: Chordata
Classe: aves
Ordem: Galliformes
Família: Phasianidae
Comprimento: até 2,15 m, incluindo 60 cm de cauda
Período de acasalamento: de janeiro a outubro (no Hemisfério norte)

O pavão já foi considerado um animal sagrado na Índia. Quem matasse um pavão seria condenado à morte. Hoje esse costume já Não existe, mas dezenas de pavões andam ainda livremente por certos templos hindus e são alimentados pelos sacerdotes. O pavão prefere viver em árvores. À tarde, sobe numa árvore, de galho em galho, até chegar ao topo, onde passa a noite.

Pavão

Desce ao amanhecer. Se ameaçado, foge. Só voa depois de correr por uma certa distância. Seu vôo é ruidoso e desajeitado.

Assim que a noite cai, pode-se ouvir os gritos do pavão. Ele é um guardião da floresta e dá o alarma logo que aparece algum predador. Não se domesticam mais pavões porque são aves de convivência difícil. São brigões e não gostam da presença de outros animais; são capazes de destruir flores e arbustos. Seus gritos noturnos, principalmente na época de acasalamento, são muito desagradáveis. O macho tem várias fêmeas.

Corteja a fêmea abrindo a cauda e formando um leque. As fêmeas não aparentam estar prestando atenção, mas é então que cada uma faz um ninho, geralmente em uma porção elevada do terreno. Ale põem de 8 a 10 ovos e os chocam cuidadosamente a'te que os filhotes saiam da casca, um mês depois.

Fonte: www.felipex.com.br
Pavão

NOME COMUM: Pavão
NOME CIENTÍFICO: Pavo cristatus
CLASSE: Aves
FAMÍLIA: Phasianidae
COMPRIMENTO: Até 2,15 m, incluindo 60 cm de cauda
PERÍODO DE ACASALAMENTO: De Janeiro a Outubro (no
Hemisfério norte)
Características

O pavão já foi considerado um animal sagrado na Índia, é um guardião da floresta e põem de 8 a 10 ovos.

O macho tem várias fêmeas.

Fonte: www.epadrv.edu.pt
Pavão

O rei Salomão estimava essa ave tanto como o ouro e a prata. Alexandre, o Grande (300 A.C.) o introduziu na Grécia. Espalhou-se pelo Império Romano e, já no século XIV, era encontrado na França, Inglaterra e Alemanha.

O pavão é sempre lembrado como uma ave sagrada na maioria dos países orientais. Em países onde ele não possui essa conotação era oferecido como fina iguaria.

Consta que vários nobres, quando queriam destacar-se em festas, mandavam servi-lo. Esse fato era bastante freqüente na corte inglesa.

Os maometanos têm o pavão como um ser de azar pois, segundo os ensinamentos de sua religião, essa ave guiou a serpente para a árvore do conhecimento, no jardim do Édem.

E, por isso, sob o ponto de vista de sua religião, vive sob etérna praga. O fato é que o pavão desperta paixão.

É uma ave muito linda e cobiçada e, pelo fato de ser tão atraente, esta normalmente associada à vaidade e ao poder.
CLASSIFICAÇÃO

classe........................................................neornithe ordem........................................................galiforme família........................................................phasanidae gênero.......................................................pavo espécie......................................................pavão indiano, pavão verde e pavão do Congo Existem mutações no pavão indiano, das quais resultaram o pavão branco e o de ombros negros.
O cruzamento do pavão branco com o azul resulta numa linda ave denominada arlequim.
CARACTERISTICAS GERAIS

Peso do macho: 3.900 grs peso da fêmea: 3.300 grs Peso do ovo: 103 grs maturidade sexual do pavão azul, branco, arlequim e ombros negros: 2 anos maturidade sexual do pavão verde: 3 anos O pavão, de um modo geral, é uma ave muito dócil, facilmente adaptável e que pode viver, segundo relatos, até cinqüenta anos.

O pavão é dono de uma plumagem exuberante, multicolorida e em tons de branco, azul, verde, dourado ou negro. As cores são muito intensas. Possui um bailado na época do acasalamento que evidencia, ainda mais, o brilho e a cor de sua plumagem. Adora dormir na copa das árvores.

Comportamento este adquirido desde os primórdios de sua existência, pois, somente assim, ele deixa de despertar a atenção dos predadores.

Como foi dito anteriormente o pavão é um ser muito sociável e afeiçoa-se ao seu tratador. Pode ser mantido solto.

Todavia, se a ave for recém introduzida no local sugere-se que o casal permaneça fechado durante 15 dias.

Após este período deve-se soltar o macho e colocar ração e água do lado de fora do viveiro. Após 15 dias pode-se soltar a fêmea e, assim, o casal permanecerá onde o proprietário quiser.

Os machos, na época de acasalamento, demarcam seu território através de brigas onde usam as fortes asas e a espora, mas é raro ver uma disputa sangrenta. Normalmente, pode-se criar pavões em viveiros coletivos, misturando-se vários machos às fêmeas. Um macho pode cobrir até 3 fêmeas. Quantidade maior que essa não é recomendada, pois pode diminuir a porcentagem de nascimentos.

Aqui no Brasil a época de procriação vai de setembro a janeiro, quando a fêmea põe, em média, 23 ovos, que eclodem após 28 a 30 dias.
INCUBAÇÃO

Pode ser chocado pela própria mãe, por galinhas, por peruas e, também, por incubadoras automáticas. Neste caso usa-se a temperatura de 90 graus Farenheit. Alguns criadore optam por 95 graus Farenheit.

A pavoa é, comprovadamente, uma boa mãe. Tanto que, muitas vezes, na época de choca, ela prefere morrer a deixar o ninho quando atacado por predadores.

A linda cauda do pavão não possui somente a finalidade de o ornamentar. Serve, também, de apoio durante o coito.

As penas não podem ser arrancadas das aves, pois a dor as levaria à morte. No final de janeiro, normalmente, elas começam a se desprender e, após 30 dias, todas já caíram.

Depois de um mês começa o processo de reposição, nascendo novas plumas que atingem seu tamanho total na próxima estação de procriação.
ALIMENTAÇÃO

Antigamente pensava-se que se devia oferecer, ao pavão, frutas, queijos e comidas exóticas.

Naturalmente que adoraria receber este trato, mas ele precisa de proteína constante, pôr isso, aconselhamos fornecer-lhe ração de galinha a granel ou em "pelets".

Época ração de 1 a 60 dias...........
Inicial de 60 a 120 dias............................
Crescimento após 120 Dias......................................
Engorda de agosto a janeiro.................
Reprodução após janeiro .................................manutenção.

Nas primeiras quarenta e oito horas de vida os filhotes possuem, ainda, uma reserva de alimento. Deverão estar em um local arejado e abrigados do frio e do vento.

Temperatura ideal das criadeiras:

As primeiras 48 horas..................................38 graus Célsius Primeira semana...........................................36 graus Célsius Segunda semana...........................................31 graus Célcius Terceira semana............................................28 graus Célcius

Pode-se dar frutas e verduras como complemento de sua alimentação. Uma sugestão para alimentarmos filhotes na primeira quinzena de vida: ovos cozidos amassados com garfo. O importante é fornecer, sempre, uma ração de boa qualidade, água limpa e um ambiente seco e livre de vento.
VERMIFUGAÇÃO

O uso de vermífugo é muito importante na criação do pavão. A partir de dois meses de idade a ave deve ser vermifugada mensalmente, até os 8 meses. Após deve-se vermifugá-lo 2 vezes ao ano.
VIVEIROS

Os filhotes, quando incubados em criadeira devem ser colocados em ambientes suspensos, secos e livres de correntes de ar. Deve haver fornecimento de calor artificial por meio de campânulas a gás ou elétrica.

A ração e a água devem ficar longe da fonte de calor e o ambiente deve possibilitar a avezinha sair de baixo do aquecedor quando desejar. Lembre-se: muito calor pode desidratar a ave levando-a à morte.

Semanalmente, vá diminuindo a quantidade de calor disponível até que o filhote, já emplumado nas costas, não necessite mais de aquecimento.

A partir desse momento pode-se colocá-lo em um viveiro onde possa receber sol. Mas deve ser recolhido à noite ou por ocasião de chuvas.

Evite sempre ambiente sujo, pois a umidade dos detritos fazem proliferar bactérias e fungos que, sobretudo nos pavões, atacam as vias respiratórias.

O ambiente, portanto, deve estar sempre bem monitorado.

Fonte: www.fazendavisconde.com.br
Pavão

O pavão é uma ave de grande porte, com origem na Índia, onde já foi considerado um animal sagrado.
Nesses tempos, o castigo aplicado a quem voluntariamente matasse uma destas aves, podia ser a pena capital.

Apesar de ser um animal de quinta, o pavão é, acima de tudo, uma ave ornamental, que pode ser encontrada em muitos jardins públicos.
O seu som característico, alerta-nos para a presença deste animal, mesmo quando não o vemos, embora ele nos esteja a observar.

Quando o pavão abre o seu leque de penas, está à procura de uma pavoa para cortejar, é para esse efeito que os machos usam as suas cores garridas.
A pavoa, como acontece com as fêmeas de quase todas as aves, é bastante mais discreta. Embora seja também de grande beleza, as suas cores menos vivas servem como camuflagem para proteger o ninho, ou as crias, dos predadores.

Para passar a noite, o pavão sobe para os ramos mais altos dos arbustos, ou mesmo árvores, para se sentir protegido. Caso sinta algum predador por perto, emite repetidamente o seu som característico, para o afugentar, e para avisar as outras aves da presença de intrusos.

O pavão é uma ave muito territorialista, portanto, sempre que sente o seu território invadido por outro macho da mesma espécie, vai lutar com ele, até que o estranho abandone o seu território. Se, eventualmente, perder uma luta, então retira-se, para procurar outro território e lutar pela sua posse.

Durante o tempo que dura a época do acasalamento, o pavão faz ecoar a sua voz noite e dia, sendo por isso um animal desaconselhado para viver em zonas muito habitadas.

A pavoa põe, em média, 6 a 8 ovos, que levam cerca de 30 dias a eclodir.

Um pavão pode viver cerca de 30 anos, e medir cerca de 2 metros.

Fonte: bicharada.net
Pavão
PAVO CRISTATUS

O pavão é uma ave natural de Burma, Ceilão, Java, Malaia e Congo. Essa ave não migrou sozinha, sendo introduzida pela mão do homem, seu grande admirador. Existem relatos na Bíblia, no Livro dos Reis, capítulo 10, versículo 22, onde aparecem os primeiros registros dessa ave.

Aos fenícios devemos os primeiros créditos de importação do pavão , quando o levaram para o Egito como presente ao Faraó.

O rei Salomão estimava essa ave tanto como o ouro e a prata. Alexandre, o Grande (300 A.C.) o introduziu na Grécia. Espalhou-se pelo Império Romano e, já no século XIV, era encontrado na França, Inglaterra e Alemanha. O pavão é sempre lembrado como uma ave sagrada na maioria dos países orientais. Em países onde ele não possui essa conotação era oferecido como fina iguaria.

Consta que vários nobres, quando queriam destacar-se em festas, mandavam servi-lo. Esse fato era bastante freqüente na corte inglesa.

Os maometanos têm o pavão como um ser de azar pois, segundo os ensinamentos de sua religião, essa ave guiou a serpente para a árvore do conhecimento, no jardim do Édem . E, por isso, sob o ponto de vista de sua religião, vive sob etérna praga.

O fato é que o pavão desperta paixão. É uma ave muito linda e cobiçada e, pelo fato de ser tão atraente, esta normalmente associada à vaidade e ao poder.

Fonte: www.avesdecorativas.com.br
Pavão

O colorido dessa ave, originária da Ásia, denuncia seu parentesco com o Faisão (ambos pertencentes a família dos faisianídeos). Assim como seus primos, os pavões machos são mais vistosos e um pouco maiores que as fêmeas. Do bico à extremidade da cauda o macho chega a atingir mais de 2 m.

O que não quer dizer muito, pois as penas mais longas da cauda ultrapassam facilmente 1 m. Seu peso varia em torno de 4 kg, e a altura é de cerca de 80 cm. A carne é boa, sem ser especialmente saborosa.

Porém, somente aves novas prestam para o consumo, uma vez que nas adultas a carne torna-se muito rígida. Por essa e outras razões, o pavão é criado mundialmente apenas para ornamentação.

O espaço mínimo para criar um casal e de 4m x 4m. o poleiro é obrigatório, pois o pavão gosta de trepar em árvores e em outros lugares altos. O pavão consome cerca de 100 g de alimento por dia. A ração , a mesma fornecida as galinhas deve ser deixada a vontade, mas assim como a água deve ser trocada sempre.
Maturidade sexual

A maturidade sexual chega para os machos a partir dos 3 anos de vida,quando a plumagem da cauda atinge o tamanho máximo.
As fêmeas estão prontas para a reprodução um ano antes.

Os pavões podem procriar até 13-14 anos, porém é díficil atingir mais de 18 anos de vida.

Fonte: www.animalnet.com.br
Pavão

Sua aparência espetacular fez dele uma popular ave ornamental por centenas de anos, e acredita-se que tenha sido introduzido na Mesopotâmia há mais de 4 mil anos.

O pavão tornou-se símbolo de status desde então, e é comumente visto na grama de mansões em todo o mundo.

O macho é uma das aves voadoras mais conhecidas, apesar de seu tamanho, e consegue voar facilmente para a segurança das árvores quando se sente ameaçado por predadores. A fêmea é menor e conta com cores muito menos chamativas que as do macho.

Fonte: www.animalplanetbrasil.com
Pavão

Chama-se pavão a aves dos géneros Pavo e Afropavo da família dos faisões (Phasianidae). Os pavões preferem alimentar-se de insectos e outros pequenos invertebrados, mas também comem sementes, folhas e pétalas.

Os pavões exibem um complicado ritual de acasalamento, do qual a cauda extravagante do macho tem um papel principal. As características da cauda colorida, que chega a ter dois metros de comprimento e pode ser aberta como um leque, não têm qualquer utilidade quotidiana para o animal e são um exemplo de selecção sexual.

Quando o processo é bem sucedido, a pavoa põe entre 4 a 7 ovos, que chocam ao fim de 28 dias.

A cauda dos pavões gerou o interesse de várias culturas, pela sua exuberância de cores e beleza das penas, e justificou a sua criação em cativeiro. Já foram criadas diversas variedades por selecção artificial que apresentam plumagem branca, negra, púrpura, entre outras cores.

Fonte: pt.wikipedia.org

sábado, 19 de março de 2011

Marreco

MARRECOS não possuem as carúnculas (verrugas vermelhas) sobre o bico e em torno dos olhos, características dos patos


Aves aquáticas com muitas semelhanças, marrecos e patos são facilmente confundidos. Criadores experientes sabem distinguir uma espécie da outra por vários motivos, mas apontam as carúnculas (verrugas vermelhas) sobre o bico e em volta dos olhos como a característica mais visível para especificar o pato, além do fato de a ave ser mais alongada. Já os marrecos são mais compactos e definidos, o que pode facilitar a padronização dos exemplares.

Na criação doméstica, dependendo da variedade escolhida, uma diferença é o desapego das marrecas com os filhotes, particularidade que deve ser levada em conta por quem tem intenção de iniciar a prática. A falta de interesse das fêmeas pelos próprios ovos pode encarecer a atividade, caso a opção for pelo uso de chocadeiras elétricas. Uma alternativa para gastar menos é adotar amas para o período do choco. Peruas, patas e galinhas são aves que podem substituir a tarefa das verdadeiras mães.

Fora isso, a criação de marrecos é muito simples e pode ser bastante rentável para o produtor. Não há necessidade de muito espaço para lidar com as aves nem de grandes estruturas e ambientes sofisticados. Os marrecos são animais rústicos, resistentes, adaptam-se a qualquer clima e não demandam cuidados veterinários, exceto a aplicação de vermífugos antes e depois da postura.

Quando a criação é bem manejada, podem ser aproveitados tanto os ovos e as carnes dos marrecos para consumo quanto as penas e as plumas para artesanato e enchimento de travesseiros e edredons, além dos dejetos – como adubo para hortas ou insumo para a piscicultura. Em contato com a água, as fezes dos marrecos possibilitam a formação de micro-organismos que são consumidos pelos peixes.

Para garantir o sucesso da criação, machos e fêmeas devem ser selecionados e não podem ser consanguíneos, para evitar má formação de filhotes. Raças são melhoradas quando há cuidados na seleção de animais sadios, ágeis e sem defeito para reprodução. Até os dois meses de idade, o pouco som que emite distingue o marreco da marreca, que grasna com frequência. Entre as aves adultas, além do modo de grasnar, a distinção está na presença de uma pena enrolada na cauda do macho.

Uma prática que acelera o crescimento das aves é o uso de lâmpadas acesas no viveiro durante a noite. Com a iluminação permanente, os filhotes dormem menos, se alimentam ao longo da madrugada e, assim, se desenvolvem mais rapidamente. Ao mesmo tempo, ficam aquecidos enquanto não contam com as penas.

MÃOS À OBRA

>>> INÍCIO Com um marreco e uma fêmea pode-se começar a criação. As aves devem ser adquiridas de criadores idôneos e, de preferência, com indicação. Há cerca de 15 raças, como rouen, mallard, cayuga e pompom, mas a pequim, de crescimento rápido, é a mais indicada para a produção de carne e ovos. A fêmea chega a pesar 3,6 quilos e o macho 4 quilos. Oriunda da Índia Oriental, a corredor-indiano também é indicada para obtenção de ovos. Com três variedades de cores, o macho da raça pode pesar até 2 quilos e a fêmea 1,8 quilo.
>>> AMBIENTE Os marrecos têm boa capacidade de adaptação em ambientes diversos. Podem ser criados em chácaras, sítios, fazendas e até em espaços ociosos no quintal de residências. Contudo, a instalação de um lago pequeno ou um tanque com 1 metro quadrado e 20 centímetros de profundidade é importante para aumentar a fertilidade das aves aquáticas. Siga as instruções para combater o mosquito da dengue, como trocar a água regularmente. A boa higiene contribui para assegurar a saúde dos marrecos.
>>> ESTRUTURA Sarrafo de madeira, tela de arame, pregos e telhas de amianto ou de barro são necessários para construir um abrigo para os marrecos dormirem e se protegerem da chuva e do sol forte, além de acomodar os ninhos. Caso haja materiais disponíveis no local, como sapê e bambu, eles podem ser aproveitados para reduzir custos. São recomendadas área mínima de 1,5 metro quadrado por ave e altura de 60 centímetros para o cercado.
>>> CHOCADEIRA Como as marrecas não se empenham em chocar os próprios ovos, é preciso ter uma chocadeira elétrica ou recorrer a amas. O preço do equipamento (600 reais, em média) e o consumo de energia elevam os custos da criação, que podem ser compensados com o uso de instalações simples.
>>> ALIMENTAÇÃO Forneça ração balanceada de três a quatro vezes por dia aos marrecos, exceto para os reprodutores, que têm refeições apenas duas vezes por dia para não engordar e prejudicar a postura. Como complemento, ofereça hortaliças como folhas verdes, frutas, farelos e legumes. A adição de pedriscos aos alimentos ajuda a trituração e a digestão da comida. Os marrecos têm o hábito de comer e beber água ao mesmo tempo. Mantenha o bebedouro longe do comedouro para evitar o desperdício de ração.
>>> REPRODUÇÃO Os marrecos iniciam a fase de reprodução entre 6 e 8 meses de vida. As fêmeas conseguem botar, em média, 180 ovos por ano, dependendo da variedade e se alimentadas com ração balanceada. A produtividade, no entanto, cai se as refeições se resumirem a restos de comida e milho. Apesar de a primavera ser a melhor época para a postura, a raça pequim só deixa de por ovos durante a muda de penas. Chocadeiras elétricas ou amas devem ser usadas para chocar os ovos, que levam de 28 a 30 dias na incubação, em lugar das marrecas que não se dedicam à prática.

RAIO X

>>> CRIAÇÃO MÍNIMA: um casal
>>> CUSTO: de R$ 80 a R$ 100 é o preço do casal da raça pequim
>>> RETORNO: um ano
>>> REPRODUÇÃO: em média, 180 ovos por ano

*Maria Virgínia F. da Silva é criadora e membra da ABCAves (Associação Brasileira de Criadores de Aves de Raças Puras), Rua Ferrucio Dupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, www.abcaves.com.br
ONDE ADQUIRIR: a ABCAves dá indicação dos criadores cadastrados aos interessados na criação; a Chocadeiras Zagas, tel. (11) 2953-3169, é fabricante do equipamento
MAIS INFORMAÇÕES: criadores Rogério Volante, tel. (11) 4165-1708; Paulo Roberto Santana, tel. (11) 3979-7014; Valmir Guedes, tel. (11) 9427-1476; Joaldo Pereira, tel. (38) 3534-6029; e João Germano, tel. (11) 9135-2041

quinta-feira, 10 de março de 2011

CODORNA: PEQUENAS E LUCRATIVAS!





Os especialistas no assunto apontam: Uma das principais vantagens da coturnicultura, ou criação de codornas, é a facilidade do manejo. Além disso, a atividade pode ser uma boa alternativa econômica, principalmente quanto voltada para a produção de ovos, que sempre apresentou uma boa aceitação no mercado.

A comercialização dos ovos ocorre até hoje por algumas razões interessantes. Em primeiro lugar, seu sabor semelhante ao da galinha; em segundo devido à produção elevada ao mês de 23 a 25 ovos, (desde que as aves sejam bem alimentadas com ração balanceada), e em terceiro; pelo grande número de pessoas curiosas em consumir um produto que poucos tem a oportunidade de apreciar.

Desde 1963, quando foi lançada uma marchinha carnavalesca, com o nome "Ovo de Codorna", de Severino Ramos de Oliveira, houve um grande impulso no consumo de ovos que continuou após a regravação da canção, pelo rei do Baião, Luiz Gonzaga, que exaltou e muito as qualidades afrodisíacas do produto. Na verdade, houve um grande impulso no consumo e anos mais tarde calcula-se que a produção de ovo de codornas em 1992 tenha sido algo próximo a 34 milhões de dúzias, o que significa quase 3% da produção da avicultura industrial no mesmo período.

As codornas conhecidas cientificamente como Coturnix coturnix japonica, são pequenas aves originárias da Europa e da Ásia. Os primeiros dados históricos sobre a procedência da codorna datam do século XI, porém, a criação das aves para a produção de carne e ovos teve início em 1910 no Japão, China e Coréia.

Após vários cruzamentos e muitos estudos realizados por japoneses e chineses, conseguiram uma ave doméstica. Desta seleção e cruzamento entre espécies silvestres se originou linhagens altamente produtivas, com uma agressividade reduzida e, praticamente, impossibilitadas de voas, quando em liberdade - por possuir asas curtas - contribuíram para a criação em cativeiro e estabeleceu-se assim uma pequena criação.

As codornas são aves resistentes e se adaptam a diversas condições ambientais, mas se desenvolvem bem melhor em clima estável, com temperatura de 25 graus. Elas não gostam de ventos de sol e quando vivem soltas, tem o hábito de ficarem escondidas.

A criação pode ser iniciada com apenas 100 aves, para o consumo familiar. "Com mil ou duas mil aves, a lucratividade é pequena, mas é um bom número para começar e é a quantidade recomendada para uma pequena granja. Neste caso, é aconselhável formar uma pequena clientela na região antes de comprar as aves, para não haver encalhe dos ovos. É possível também adquirir aves ainda pequenas (a partir de um dia) fazer a recria até ficarem prontas para a postura", comenta William Fujikura, proprietário da Granja Fujikura, que está no mercado há 25 anos e mantém hoje 60 mil matrizes.

Ao longo dos anos, a granja vem investindo muito em tecnologia e sanidade para melhorar a qualidade, aperfeiçoando-se, principalmente no fornecimento de codorna de um dia. Hoje, a Granja Fujikura é a primeira granja matrizeira e incubatória registrada pelo Ministério da Agricultura. "Atualmente, o mercado exige do criador um produto de boa qualidade, por isto todo o nosso trabalho começa com a genética das aves", diz William.

Lá, na Granja Fujikura só se cria codorna da raça japonesa (uma das grandes vantagens da codorna desta espécie aparece na hora de se fazer a sexagem, que é feita pela cor). As mais claras são as fêmeas. Mas essa não é uma característica natural, foi um trabalho de seleção genética feita pelo próprio pessoal da granja. "Esta técnica foi desenvolvida pelos meus pais, que estudaram vários anos nesse sentido para aprimorar e conseguir chegar aonde chegou", aponta Fujikura. A ave é precoce, inicia a postura por volta dos 40 dias de idade. Também é bastante produtiva. Um lote de cem aves, por exemplo, rende aproximadamente 95 ovos por dia. Comercialmente, as codornas ficam em postura por um ano. Depois são descartadas.

Alternativas de criação

"Qualquer das atividades dentro da coturnicultura pode dar bons lucros desde que, na criação, sejam adotados manejos adequados e que as aves (pintinhos de um dia) sejam adquiridos somente de criadores idôneos", dizem os especialistas. Sem estes requisitos, todos os esforços no sentido de obter uma boa produção poderão resultar em desperdício de recursos financeiros. Hoje no mercado é possível encontrar criadores com longa experiência no ramo e especializados em cada uma das atividades.

A produção de ovos para posterior comercialização, por exemplo, é a modalidade mais comum das granjas. Para tanto, hoje em dia, é necessário mais profissionalização. De acordo com William Fujikura, da Granja Fujikura, uma grande alternativa do pequeno produtor ou dos iniciantes na criação, é agregar valor ao produto. Os ovos podem ser oferecidos descascados e prontos para consumo para bares, restaurantes e diretamente de porta em porta. "Esta opção, talvez seja interessante, pois a aceitação desses produtos é grande pela praticidade", afirma.

"O mercado também está aberto para todos. Porém, o sucesso da coturnicultura dependerá, por exemplo, por quanto o criador poderá vender seu produto. No passado, o que mais se encontrou foram pessoas desesperadas para comercializar a produção e não encontrando baixaram os preços. Outras preocupações do mercado são: o preço e as crises pelas quais passam as commodities. Anos atrás muitos criadores tiveram problemas com o abastecimento, com isto alguns não conseguiram se recuperar e terminaram 'quebrando' ", conta William.

Recriar a codorna para vender a produtores é uma alternativa que muitas vezes se torna mais rentável que a produção de ovos. É uma atividade que exige muita responsabilidade e experiência, pois a garantia de cliente fixo é justamente o bom desempenho dos lotes recriados. "Adquirir pintinhos de 01 dia de matrizeiros de confiança, nesse caso, é fundamental", afirma.

As codornas de um dia podem ser adquiridas sexadas ou mistas. No segundo caso, o custo de aquisição por ave é menor, mas para quem não tem interesse em criar os machos para abate, não é uma alternativa vantajosa, pois terá que aguardar no mínimo 21 dias para descobrir os machos e eliminá-los ou criá-los até 45 dias para a venda de abate. Portanto, e preferível já adquirir somente as fêmeas.

Uma grande curiosidade da coturnicultura está na abrangência de fatores que podem ser comercializados, um exemplo, é a venda de esterco de aves. "Nós aproveitamos, principalmente, o esterco. Primeiro: para proteger o meio ambiente e, em segundo; para gerar recurso para a granja. Em grande parte ele é destinado para os produtores de hortaliças e verduras, pois é um dos melhores adubos orgânicos e tem grande aceitação no mercado", explica Sr. William Kenji Ito, proprietário da granja Aves do Campo, considerada a segunda maior granja de codorna do País e que atualmente possui 150 mil aves.

Instalações: Tratamento Especial

Além de ter um galpão disponível, é preciso adquirir equipamentos básicos, como: gaiolas, bebedouros, comedouros, e uma chocadeira elétrica, pois as aves não chocam. Preferencialmente, o local de implantação deve ser pesquisado e atender aos seguintes requisitos: ser suficientemente afastado de centros urbanos e outras explorações avícolas, no entanto, com vias de acesso fácil, condições climáticas, dotados de energia elétrica e água de boa qualidade.

Cada gaiola (100 centímetro por 50 centímetros) comporta cerca de 36 aves. As codornas destinadas à reprodução devem ser mantidas em gaiolas coletivas, neste caso o ideal é utilizar um macho para 2 a 3 fêmeas. Pode-se utilizar o sistema de bateria, ou o piramidal (estrutura no formato de pirâmide), que apresenta grande facilidade de limpeza e de fornecimento de ração. Em um galpão de 30 metros de comprimento e cinco metros de largura, por exemplo, cabem até dez mil codornas.

Comercialização

Os ovos são, sem dúvida, o objetivo mais visado dentro de uma criação de codorna. Ele é um produto muito apreciado e apresenta características muito interessantes. Possui as vitaminas A, D, F as vitaminas do Complexo B e a vitamina C, que não existe no ovo de galinha. Além disso, são ricos em proteínas e os níveis de colesterol são baixos.

Estima-se que o consumo de ovo de codorna per capita do brasileiro seja de apenas 9,5 ovos. A produção de seis milhões de aves a 75% de produtividade equivale a 1,62 bilhões de ovos/ ano. Supondo que nossa população seja de 170 milhões de pessoas, temos, portanto, 9,5 ovos /habitantes.

Mesmo com esta porcentagem o ovo ainda é um produto considerado supérfluo. Somente com o crescimento de churrascarias e restaurantes, os ovos de codorna tornaram-se bastante divulgados à população. Na região Sul do País, por exemplo, é bastante comum encontrar os ovos em forma de conserva.

"Em geral, o comércio do ovo de codorna, acontece de duas formas: O produtor vende os ovos em forma 'in natura' para o consumidor. E em segundo, vende os ovos para as indústrias que beneficiam o ovo para vendê-los descascados", diz William Fujikura.

Somente a exploração de codorna para corte no Brasil ainda é pequena. Apesar da procura estar aumentando, o preço ainda é alto. Para o pequeno produtor, os custos de instalação são elevados e é necessário seguir as normas exigidas pelo Ministério da Saúde. Todo o processo de abate precisa seguir um padrão, com câmara frigorífica, por exemplo.

"No entanto, com toda e qualquer atividade não basta somente atender às necessidades fisiológicas, como as instalações e equipamentos, para as aves. A dedicação e a seriedade com que o criador encara o seu negócio influenciam no sucesso do empreendimento. Logicamente, no trabalho diário poderão ocorrer problemas que exigirão também criatividade, persistência e, às vezes, até mesmo a paciência por parte do criador", argumenta o pequeno criador da região de São Roque, Sr. Manoel Cardoso, que mantém hoje no plantel nove mil aves.

O caminho da parceria

Os pintinhos de um dia que chegam na Granja Recanto do Cacique, do Sr. Manoel, por exemplo, são comprados de outra granja. Quase todo mês, chega um novo lote de codorninhas que são alojadas no pinteiro. Lá, elas recebem cuidados essenciais. Na primeira semana de vida, as aves recebem junto com a água, probióticos, que são produtos biológicos para aumentar a resistência e que também funcionam como promotores de crescimento. Aos sete e aos 35 dias de idade elas recebem, também na água, vacina contra doença de Newcastle. Aos 21 dias, pesando entre 70 e 80 gramas, as codornas são transferidas para a gaiola de recria. Então ficam ainda mais três semanas até atingirem o peso e a idade ideal, quando estão prontas pra começar a botar.

Os ovos recolhidos são levados para a Granja Aves do Campo, do Sr. William Kenji. "A nossa parceria começa com a comercialização dos ovos. Na granja do Sr. William tenho uma estrutura sólida e através dele, um grande produtor, consigo distribuir a mercadoria", diz o pequeno criador. De acordo com o Sr. William, o grande produtor entra para ajudar e alavancar a distribuição e a comercialização dos ovos e o pequeno produtor lucra na parceria por conta de ter uma menor infra-estrutura e do custo ser relativamente muito baixo na hora da criação. "O caminho da criação está em realizar parcerias. Até porque uma codorninha, ou melhor, uma andorinha só não faz verão", diz Sr. Manoel.

Hoje a granja do Sr. William, localizada em São Roque, realiza parcerias com pequenos produtores. Um deles, Sr. Manoel que entrega os ovos para a Granja para fazer a comercialização. Já outro produtor entra na parceria entregando as aves para a postura. Neste caso todos os gastos de produção entram na "ponta do lápis", e parte do lucro da produção é dividido. Neste caminho de parcerias, até a Granja Aves do Campo participa ativamente. Os ovos coletados lá seguem para dois destinos. Um lote é embalado com a marca própria da granja e o outro recebe novo rótulo de marca.

Codorna Amarela


A codorna-amarela é uma ave tinamiforme da família Tinamidae. Também conhecida como codorna, codorna-comum, codorniz (Euler 1900), inhambuí, perdirzinho, perdiz e perdizinho.


Características


Tem cerca de 23 centímetros e pesa aproximadamente 300 gramas. Suas cores são camufladas, confundindo-a com o ambiente. Todas as suas partes primárias são marrons barradas de amarelo.
Manifestações sonoras: emite pios curtos, em escala descendente: “pi, pi, pi, prrrrr”.


Alimentação


Gosta de comer grãos, artrópodes, moluscos e também bagas de palmito.



Reprodução


Põe de 7 a 8 ovos, que são cor chocolate-escuro, arroxeados e brilhantes. Eles são postos no chão de campos ou pastagens. Da mesma forma que a perdiz, cabe ao macho a tarefa de incubar os ovos e cuidar dos filhotes.



Hábitos


Vive em campos rupestres de altitude, campos ralos e baixos, pastos, culturas de milho, arroz e soja. Aparece em áreas rurais próximas às residências e, se não é importunada, acostuma-se facilmente ao homem. Não penetra nas matas ciliares e cerradões. Às vezes esconde-se em buracos e quando assusta-se, finge-se de morta.




Distribuição Geográfica


Ocorre nas regiões norte (Tocantins), Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além da Argentina, Uruguai e Paraguai