terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cardeal



Nome Popular: Cardeal

Nome Científico: Paroaria coronata

Peso: 23g

Tamanho: 18 cm

Expectativa Vida: Aproximadamente 20 anos

Alimentação: Mistura de sementes (para curió ou bicudo), farinhada seca com insetos e farinhada úmida com ovos. Frutas e verduras: jiló, maçã, milho-verde, banana, catalonia, em pequenas quantidades para que sejam consumidas no mesmo dia.

Reprodução: Reproduz de setembro a março, pode-se utilizar a poligamia ou casais perfeitos. A fêmea está pronta para reproduzir quando começa a voar muito e fazer a ninho. Nesta época chega a cantar parecido com o macho, utilizando raízes e saco de aninhagem como material de nidificação.O macho, por sua vez, nesta mesma época canta muito e muito alto, se tornando agressivo e fogoso. A postura é de 2 a 4 ovos sendo o período de incubação de 13 dias. Os filhotes saem do ninho aos 15 dias e alimentam-se sozinhos por volta de 45 dias.

Distribuição Geográfica: Ocorrem da Argentina à Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil no Rio Grande do Sul e oeste de Mato Grosso (Pantanal).

Descrição: Cabeça anterior e garganta vermelha, topete ereto, abdômen branco, costas acinzentadas. Não há diferença externa entre macho e fêmea. Sofrem com a destruição de habitat e tráfico ilegal. Canto variado sendo uma cadência de curtos assobios sonoros destacados, como o timbre de um sabiá. Canta às vezes a meia voz. Em cativeiro imita outros pássaros como, por exemplo, os sabiás.

Tico-Tico


Tico-Tico


Ele é muito confundido com o pardal. Mas, além das diferenças de plumagem o Tico-tico traz um topete na testa, que o identifica à primeira vista.
Encontrado em todas as regiões do país, o Tico-tico não anda em bandos grandes e presta inúmeros serviços ao homem e a outros pássaros, como ao Chopim, a quem serve de ama seca.

Tão famoso como o Tico-tico, só mesmo o antigo chorinho de Zequinha de Abreu, "Tico-tico no Fubá". Este pássaro é um dos mais populares de nossa fauna, quase um símbolo; e a música, um verdadeiro patrimônio da cultura brasileira, que fala de um Tico-tico que "está comendo todo, todo o meu fubá".
De fato, esta ave gosta muito de fubá. Porém, a sua maior particularidade não é a afeição ao farelo, e sim, a mania de ciscar o chão, o terreiro, a horta. Tanto é assim que o seu nome em espanhol é "Core por Suelo". Traduzindo: aquele que anda no solo.
Além dos países latino-americanos de língua espanhola, o "Core por Suelo"está na América Central e até nos EUA, onde o chamam "sparrow". Em todos estes lugares, de idiomas tão diferentes, a Ciência o batiza com mesmo nome : Zonotrichia Capensis.
É claro que existem diferenciações físicas. Um "sparrow" não é exatamente igual a um Tico-tico do Rio Grande do Sul. Embora sejam todos da mesma espécie, nas várias regiões surgem subespécies diferentes. Um se distingue do outro por sutis alterações na coloração das penas. Mesmo dentro do território nacional são conhecidas três subespécies. O Z.C. matutina vive na região amazônica (Brasil e também Bolívia); o Z.C. tocantins também prefere a amazônia; e o Z.C. subtorquata está no Brasil inteiro, sendo o mais popular do país.
O surgimento das diferenciações de uma mesma espécie é um fenômeno explicado pelo isolamento de alguns grupos destes pássaros em determinadas regiões, separados uns dos outros por barreiras naturais. O rio Amazonas, por exemplo, constitui-se numa fronteira geográfica, intransponível para os Tico-ticos, que voam apenas distâncias curtas e não conseguem atravessá-lo. Além dos grandes rios, as cadeias de montanhas, desertos etc., contribuem para o aparecimento das subespécies.
Também a civilização é um fator de dispersão dos Tico-ticos. Eles procuram e se adaptam muito bem aos quintais de uma casinha de fazenda. Freqüentam as pequeninas cidades do interior. Por outro lado, embora freqüentem as grandes cidades, sua sobrevivência se torna mais difícil devido à poluição e a falta de grandes áreas verdes, uma vez que precisam de árvores para construir seu ninho, precisam da natureza.
Na música de Zequinha de Abreu, contudo, há um lado falso. Ao menos exagerado. O Tico-tico é incapaz de comer todo o fubá de alguém. Injustamente há quem lhe atribua uma fama de nocivo, predador.
Ao contrário, ele vive em grupos muito pequenos, e seu porte é pequeno, nunca superando os 14 cm. O alimento necessário para um bando inteiro, mal faz diferença num prato de comida. Sem contar que comem insetos, limpam a horta de larvas daninhas, enfim, são também úteis.
Prestam ainda um curioso favor a um outro passarinho, o Chopim (Molothurs bonariensis), chocando seus ovos e alimentando seus filhotes. É que o Chopim põe ovos no ninho do Tico-tico e, nesta operação, muitas vezes joga fora os ovos originais que lá estavam, acontecendo da mãe Tico-tico criar uma ninhada inteira de Chopins, até atingirem a fase adulta. Cerca de 50 % dos ninhos costumam ter ovos de Chopim.
Há pessoas que confundem o Tico-tico com o Pardal, apesar de algumas diferenças básicas. O Pardal vive em bandos imensos, gosta de cidades maiores, choca inclusive nos telhados das residências. Como marca registrada, o Tico-tico carrega um topete na teste, que suspende a toda hora, a qualquer sinal de alerta; a cabeça é branca com riscas pretas, mas o tom castanho predomina. O papo é esbranquiçado, o peito branco amarronzado e as costas, castanhas, têm listras pretas. A subespécie Subtorquata traz um risco branco na altura do peito. Nenhuma destas características existem no Pardal, que é maior, tem a cabeça castanha escura com manchas pretas, e o corpo de uma marrom acinzentado, mais escuro que o do Tico-tico.
O seu nome veio do pio: "tic...tic..."Mas o macho canta, com quatro ou cinco notas diferentes, compondo uma melodia. Enquanto a fêmea choca o canto é muito mais freqüente.

CUIDADOS PARA A CRIAÇÃO

Instalação: O ideal é um viveiro de 1 m de largura x 3m de comprimento x 2m de altura, para um casal. Serve uma gaiola com 70 cm x 30 cm x 40 cm. Manter uma banheira com água, trocada todos os dias, e areia para a ave ciscar. É bom colocar arbustos no viveiro. No mesmo cercado nunca coloque mais de uma casal.
Alimentação: Alimenta-se de grãos. Ofereça alpiste e fubá em recipientes separados. Na cria dos filhotes, acrescente ovo cozido e larvas de tenébrio (encontradas nas casas especializadas) e insetos, como drosóphilas (são atraídas para o viveiro com uma casca de banana) que o pássaro apanhará vivas. Gafanhotos (encontrados na natureza) também são apreciados.
Saúde: É resistente. Comida fresca e água limpa bastam. Não são necessárias vacinas especiais.
Procriação: A época vai de setembro a março. Não há distinção visível entre os sexos. Para isolar um casal na gaiola, observe o comportamento dos dois indivíduos que estão juntos. Se há agressividade e não ficam juntos, substitua um deles, até que se forme o casal. Providencie ninhos de corda para canário (dois ou três no viveiro e um para a gaiola) e proteja-os com ramagem artificial sintética (samambaia ou avenca), para maior segurança da fêmea. A postura é de 3 ovos em média, e a incubação dura 13 dias. Aos 15 dias os filhotes voam e aos 35 se alimentam por conta própria. Uma fêmea pode ter duas ou mais posturas em um ano.

Observação: A apanha e comercialização é proibida pela lei 5197.

Matéria baseada em entrevista com o criador Paulo Fernando Flecha, de São Paulo

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chalé de codornas


Chalé para Codornas

A Revista Globo Rural nº 280 (fevereiro/2009), trouxe na seção Como Fazer, a construção passo a passo do Chalé Codorna, uma das tecnologias sociais desenvolvidas no Unicenter Mandalla. Nesse sistema as codornas são criadas soltas em piquetes, como galinhas. O resultado aves muito mais "felizes", pois não sofrem com o estresse e a agressividade do espaço limitado, o que melhora significativamente a postura e a qualidade da carne e dos ovos. Veja o passo a passo na íntegra!

Sistema de criação semi-intensivo simula ambiente natural. É barato, fácil de fazer e pode aumentar a produção de ovos em até 100%

Um dos maiores problemas observados na criação intensiva de codornas é que as aves geralmente ficam muito agressivas e estressadas por causa do espaço delimitado. A consequência é a baixa produtividade dos animais. A Agência Mandalla, em João Pessoa, criou um sistema para contornar esse obstáculo. O Chalé Codorna, como foi batizado, parte do princípio de que é possível criar essas aves como se fossem galinhas, soltas em piquetes. Ao simular um ambiente mais natural, percebeu-se que a qualidade da carne e dos ovos melhorou e, com isso, os ganhos de produção foram aumentados.

Os primeiros rabiscos e experiências com o chalé foram feitos em agosto do ano passado. De lá para cá, o sistema está em constante aperfeiçoamento. A intenção é fazer uma casa com dois terreiros e até uma área redonda, que comportará mais de 300 codornas. Por enquanto, nesse sistema podem ser criadas até 120 aves, sendo todas fêmeas para postura ou 90 fêmeas e 30 machos para a produção de matrizes. Nesse caso, porém, é necessário utilizar chocadeira de isopor. Até agora, a invenção trouxe resultados excelentes. A média de postura aumentou para 95%. Em alguns casos, para 100%.

De acordo com a Agência Mandalla, o preço médio de montagem do chalé é 200 reais e não demora mais de dois dias para ficar pronto. É fundamental fazer a limpeza periódica do lago e da cama feita de serragem, para evitar doenças. Uma dica é construir o chalé embaixo de grandes árvores, aproveitando a sombra durante os horários de sol a pino e a luz no início da manhã e fim da tarde. As codornas agradecem.

MATERIAL
• 60 tijolos do tipo baiano
• 3 caibros de madeira de dois metros cada
• 100g de pregos
• 4 telhas onduladas de 2,44m x 0,50m
• 20kg de cimento
• 6 tapetes de grama
• 12m de tela de pinteiro
• 4m de tela de plástico
• 5 telhas de cerâmica
• 1 metro de cano ou mangueira
• 2kg de serragem com espessura de 10 centímetros
• 2kg de cal
• fio elétrico (o tamanho depende da distância da fonte 4 de energia)
• 1 lâmpada incandescente de 100 watts com bocal
• 3 latas de leite em pó
• 3 bacias pequenas
• 8 colunas de cimento armado de 70 centímetros de comprimento cada
• cola branca

PASSO A PASSO

1>>> Cimente os tijolos no solo, formando um retângulo de três metros de comprimento por dois metros de largura

2>>> Fixe as colunas de cimento nos quatro cantos do retângulo. Além dessas, coloque mais duas em cada lado maior da estrutura, a uma distância de um metro uma da outra

3>>> Corte as telhas onduladas pela metade, formando quatro pedaços de 1,22 metro de comprimento por 50 centímetros de largura. Coloque-as sobre quatro colunas de cimento e, em forma de um V invertido, fixe-as na parte superior às telhas de cerâmica

4>>> Do lado oposto ao telhado, construa o lago para as codornas. Faça-o com 1,60 metro de comprimento e 60 centímetros de largura, deixando uma borda de 15 a 20 centímetros nas laterais. Cave um buraco no solo de cinco centímetros na parte mais rasa até chegar a 20 centímetros de profundidade. Cubra o fundo com uma camada fina de cimento e cola branca para impermeabilizar. Coloque peixes nesse tanque para evitar a proliferação de larvas de mosquitos. Recomenda-se também a utilização de aguapés, que servem tanto de alimento para as codornas quanto para a oxigenação da água

5>>> Cubra as laterais da casa e todo o entorno do chalé com a tela de pinteiro. Estique-a partindo das colunas das extremidades, sempre acima dos tijolos da base, até o topo de cada coluna. Construa com os caibros uma porta de 60 centímetros de largura por 80 centímetros de altura para ser colocada em uma das laterais, facilitando assim a retirada de ovos e a limpeza do chalé

6>>> Revista o terreiro com os tapetes de grama. Deixe um espaço de terra de 20 centímetros de largura entre o lago e a grama. Antes de colocar os tapetes, forre o chão com uma camada de folhas secas, outra de barro e uma de areia. Molhe bem

7>>> Cubra o terreiro com a tela de plástico. Para dar suporte a ela, finque uma estaca de madeira bem ao centro

8>>> Coloque o cano ou a mangueira próximo do lago. Ele serve de válvula de escape quando há necessidade de fazer a limpeza do lago ou controlar o nível de água. Deixe-o tampado

9>>> Faça uma camada de dez centímetros de serragem e forre o chão da casa das codornas. Esse material é ideal para dar conforto térmico ao ambiente e facilitar a retirada dos ovos. Além disso, a serragem pode ser utilizada como matéria orgânica na compostagem

10>>> Fixe a lâmpada no teto da casinha. Encape a fiação para evitar choques elétricos

11>>> Recorte o fundo das três latas de leite em pó e faça pequenos furos na parte que ficará para baixo. Coloque cada lata em uma bacia e a ração que será dada às aves dentro das latas. A medida em que os animais vão comendo, o nível de alimento vai diminuindo. Ponha os comedouros dentro da casa


Fonte: Revista Globo Rural nº 280 (Fevereiro/2009)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O avestruz


O avestruz (struthio camelus) é a maior ave do planeta e tem como habitat natural as regiões leste e sul da África.
Pertencentes ao grupo das “ratitas” (do latim, ratis = jangada), são aves corredoras (atingem até 60 km/h), incapazes de voar, pois não possuem quilha sobre o esterno nem musculatura peitoral adequada para o vôo. Suas plumas também não possuem a típica estrutura interligada de penas de aves voadoras.
É uma ave de planície e prados abertos áridos e semi-áridos, mas se adapta a uma grande variedade de climas - desde os invernos chuvosos e a neve na região do Cabo, até as condições extremamente quentes dos verões no deserto africano.
Possuem longas pernas, pés com dois dedos e, apenas um dedo com unha. Seus músculos mais importantes são os das pernas.
Como em todas aves, o esôfago do avestruz está localizado no lado direito do pescoço, não possuem papo e sim um proventrículo grande e distensível, onde a água e o alimento volumoso são estocados e misturados com as excreções glandulares e um ventrículo (moela).
Possuem dois cecos e intestinos longos, que promovem a digestão bacteriana, e sua temperatura corpórea permanece entre 37,8o.C – 39o.C.
Os avestruzes são estritamente bipodais (não podem se apoiar ou pular com uma perna, nem podem pular com as duas simultaneamente), atingem quando adultos a altura de 2,00m à 2,70m e pesam entre 150kg à 160kg.
Possuem dimorfismo sexual marcante que aparece a partir dos 18 meses de idade: os machos são pretos com a ponta das asas brancas e as fêmeas são cinza, não importando a raça.
A vida reprodutiva das fêmeas tem início aos 24 meses e a dos machos a partir dos 30 meses, durando aproximadamente 40 anos.
São aves de vida longa, aproximadamente 70 anos.
A estação reprodutiva dura em média 6 a 7 meses, sendo que no Brasil este período ocorre entre os meses de agosto a fevereiro.
Geralmente a ave coloca um ovo a cada 48 horas (há alguns dias de intervalo e recomeça a postura). O período de incubação é de 42 dias, em média uma boa fêmea bota de 50 a 60 ovos por ano, algumas ultrapassam essa marca.

Raças

Existem atualmente três subespécies de avestruzes:
Blue Neck (pescoço azul) - habita o Nordeste africano, é a subespécie mais corpulenta, apresentando pele de um tom cinzento azulado.
Red Neck (pescoço vermelho) - habita o Quênia e parte da Tanzânia, é uma ave de corpo corpulento e apresenta a pele de um tom vermelho.
African Black - é um híbrido resultado do cruzamento entre subespécie da África do Sul e as subespécies do Nordeste da África, sendo normalmente a mais baixa de todas as subespécies. Possui como característica principal a qualidade de suas penas, superior em relação às outras subespécies.
Obs: Não existe uma subespécie que produza mais filhotes, ou que, seja mais dócil que a outra. O que existe são animais dentro de uma subespécie que se destacam na produtividade, e ganho de peso. Por isso o futuro criador deve adquirir seus reprodutores de uma fonte confiável e que possua um rígido controle genético e de aperfeiçoamento.

Classificação

Filo : Chordata
Classe : Aves
Ordem : Struthioniformes
Subordem : Struthiones
Família : Struthionidae
Gênero : Struthio
Espécie : Struthio camelus

A família Struthionidae apresenta um único gênero e uma espécie. Existem quatro subespécies selvagens de avestruz, cuja classificação é feita de acordo com o tamanho, plumagem, porosidade da casca dos ovos e outras diferentes características externas. As subespécies de avestruzes encontradas hoje são:

- Struthio camelus camelus Linneu
Avestruz da África do Norte, conhecido como “avestruz Mali”. Encontrado ao longo do continente africano, desde a Mauritânia até a Etiópia. São mais altos, com patas mais largas, apresentando o pescoço avermelhado, plumagem ondulada e de maior densidade, e na cabeça uma região nua. Os ovos são maiores e mais lisos que os das espécies da África do Sul.

- Struthio camelus massaicus Naumann

Avestruz da África Oriental, conhecido como “avestruz Masai”. Encontrado principalmente na Tanzânia e Quênia. São ligeiramente maiores que os da África do Sul e possuem pescoço rosado, que se torna vermelho na época de reprodução.

- Struthio camelus molybdophanes Reichenow

Encontrado na Somália, Etiópia e Quênia, conhecido como “avestruz da Somália”. Menores que os da África do Sul, possuem uma região nua e córnea na cabeça. O pescoço e as pernas apresentam coloração cinza-azulada.

- Struthio camelus australis Gurney
Avestruz da África do Sul, encontrado ao sul dos Rios Zambezi e Cunane. Apresentam o pescoço cinza-azulado e uma espécie de penugem na cabeça.

A subespécie Struthio camelus syriacus Rothschild , avestruz do Oriente Médio, foi extinta entre 1940 e 1970.

Fonte:http://www.rancho4s.com/oavestruz.php

Criação de Ganso


INÍCIO

Há várias criações de diferentes raças de gansos, o que amplia o leque de escolha de exemplares para iniciar a atividade. Porém, é importante ter referências do vendedor. Pode-se começar com apenas um casal, mas antes da compra leve em consideração se o objetivo é desenvolver os animais para ornamentação, produção de carne, ovos ou extração das penas.

AMBIENTE

Não há exigências para o local de criação de gansos. Eles vivem bem sob diferentes climas e em espaços pequenos e simples. No entanto, recomenda-se uma área com proteção contra sol e chuva, para o conforto dos animais, e outra de pasto e água, para alimentação e banho, respectivamente.

ESTRUTURA

O viveiro para criação de raça pura não precisa ser sofisticado. Monte um cercado de tela de arame, com 3 metros por 4 metros e 1,5 metro de altura. Dentro dele, construa um abrigo de 1,5 metro quadrado e cubra com telha de barro. Também disponibilize um ninho, que pode ser feito com sobras de madeira. Uma opção prática é aproveitar pneus velhos.

CUIDADOS

Como as gansas de raça pura não possuem instinto materno, é necessário cuidar dos ovos. Guarde-os inclinados e com a parte pontuda para baixo em lugar seco e com temperatura de 22 graus. Diariamente, incline cada um para o lado oposto para que a gema não grude na casca. Após dez dias, inicia-se a fase da choca. Amas, como galinha, pata ou perua, e chocadeiras elétricas são opções que dão bons resultados.
BANHO - Aves aquáticas, os gansos gostam de se banhar desde filhotes. Mas os gansinhos só devem entrar na água depois de completar 40 dias e contar com penas em 80% do corpo. Uma área, de 1 metro quadrado e com 20 centímetros ou mais de profundidade, é o bastante para a diversão das aves. A boa fertilidade dos ovos também é atribuída ao acasalamento na água.
ALIMENTAÇÃO - Os gansos são herbívoros. Pastam capim, comem folhas verdes, legumes, frutas, grãos e batata. Também se alimentam de casca de mamão, além de ervas, caracóis e minhocas que se encontram no solo. Gostam de pão amanhecido e devem receber ração de acordo com a faixa de idade.
REPRODUÇÃO - A partir dos oito meses e até os oitos anos de vida, os gansos estão aptos a procriar. Em geral, no primeiro ano, botam de 20 a 30 ovos, quantidade que pode se elevar no ano seguinte. O período de reprodução se concentra nos meses entre julho e dezembro, com postura de um ovo a cada dois dias por ave.

CUSTO INICIAL
Filhotes custam a partir de 40 reais

CRIAÇÃO MÍNIMA
Um casal

INVESTIMENTO INICIAL
80 reais a dupla de aves e mais 20 a 30 reais a ração para o primeiro mês

RETORNO
De oito meses a um ano

REPRODUÇÃO
Em média, 20 ovos no primeiro ano divididos em duas posturas, que ocorrem entre julho e dezembro

Fonte:http://revistagloborural.globo.com

Hobby lucrativo para o Sítio


Criadores de gansos, pavões, faisões e outras aves entraram na atividade por prazer e hoje têm boa renda

O sítio de lazer da família de Maria Virgínia Franco, em Parelheiros, no extremo da zona sul de São Paulo (SP), deixou de ser apenas para férias e fins de semana. Há cerca de 20 anos, Virgínia decidiu tirar algum rendimento da propriedade, "nem que fosse apenas para sustentá-la". Como a área é pequena, menos de 5 hectares, optou pela criação de aves ornamentais. "Já tinha certa empatia com aves em geral, tanto que criava algumas espécies, mas eram apenas para enfeitar o local", conta. Hoje, o sítio é economicamente viável e ainda sobra alguma renda para outros pequenos investimentos, como melhoria na infra-estrutura e nas instalações.

Assim como Virgínia, é desta maneira que grande parte dos criadores de aves ornamentais domésticas começa seu negócio. São vários os atrativos. Esse tipo de criação, por exemplo, não requer muito espaço, nem grande investimento inicial. "Em uma pequena área é possível obter uma renda razoável para a manutenção da propriedade", diz o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Aves, João Germano de Almeida.

QUANTIDADE MÍNIMA

Mas há um número mínimo de aves indicado para iniciar uma criação comercialmente viável. "No caso do ganso, são necessárias pelo menos cinco famílias. Cada família deve ter três fêmeas e um macho", explica Germano. Uma gansa bota 40 ovos por ano e cada filhote é vendido, em média, por R$ 20 a R$ 30. Para galinha d'angola, o ideal é de 5 a 10 famílias (duas fêmeas para cada macho). Os filhotes, de 30 dias, podem ser vendidos por R$ 5 a R$ 10. Já a ave adulta, com 5 meses, custa até R$ 30.

O pavão é outra opção. É mais caro, mas exige menos cuidados no manejo. "Pode até ser criado solto, desde que não haja predadores por perto", diz Germano. O problema é a reprodução. "São duas posturas por ano, de 15 ovos cada, e nem todos eclodem." Mas um macho adulto, de 2 anos, custa R$ 120 e, a fêmea, R$ 150. O ideal são duas fêmeas para cada macho.

Para quem trabalha com criação de raças puras, o retorno pode ser ainda melhor. Mas os cuidados são redobrados. "Na época da reprodução, as aves não podem ficar soltas, precisam ser confinadas, para evitar cruzamentos indesejados", diz Maria Virgínia, que começou a sua criação de aves puras quase por acaso. "Um amigo achava nossas aves bonitas e as levou para uma exposição. Uma delas ganhou um prêmio. Comecei a estudar, a criar outras raças, e a criação comercial foi uma conseqüência", conta. "Há um momento em que você se vê com um plantel enorme e precisa dar o próximo passo."

Segundo Virgínia, a comercialização não é problema. A demanda por aves ornamentais, conforme a criadora, é maior do que a oferta. O leque de opções é muito grande, vai de colecionadores de aves, sitiantes que querem ornamentar a propriedade, até os mais recentes clientes, os petshops. "Virou moda ter aves neste tipo de loja."

SIMPLICIDADE

O plantel de Virgínia hoje é de aproximadamente 200 aves, entre várias raças de galinhas, gansos, marrecos, pavões e patos, e ocupa apenas parte da propriedade. Para tornar a criação comercial, foi preciso investir em infra-estrutura, principalmente em instalações. Apesar de resistentes, a maioria das aves é sensível ao tempo e precisa de proteção contra o vento e a chuva. "Mas a vantagem é que não é necessário nada sofisticado, pelo contrário, quanto mais simples e mais próximo do hábitat natural, melhor é a produção", ensina a criadora.

A renda com a comercialização, garante ela, tornou a propriedade auto-sustentável. "E ainda conseguimos ter um pouco de lucro", diz. "Mas é preciso ter critérios para manter uma boa criação, fazer o manejo correto para dar produtividade, senão não dá retorno." Segundo Virgínia, hoje os gansos são os mais lucrativos, não pelo preço, mas pela maior demanda. Ela vende o casal adulto do ganso chinês branco, o sinaleiro, por R$ 180. Outra raça, a toulouse, chega a custar R$ 350 o casal adulto. "O toulouse e o pavão são as aves mais caras que crio."

HOBBY


O criador Edwar Ponte, de Magé (RJ), está no ramo há seis anos, mas tem sua criação como um hobby, apesar de ser a renda com as aves que sustenta a propriedade. "Escolhi as aves ornamentais porque já tinha alguma afinidade", diz. Ponte acredita que é uma boa opção para quem quer obter renda de pequenas propriedades.

Mas, alerta, é preciso tomar alguns cuidados. "Quem está entrando no negócio agora deve começar com aves mais baratas e de fácil manejo, como o faisão dourado e o coleira, para não correr o risco de investir muito e não se adaptar", aconselha. "Aprendendo o manejo, aí pode partir para as aves mais caras." Ele acrescenta também que as aves silvestres precisam de licença do Ibama e não são indicadas para quem está começando. Investindo em aves mais caras, o criador diz que a renda do sítio, hoje, dá para sustentar a propriedade e manter dez empregados. "Tenho um lazer remunerado", diz.

Mercado é certo e está em ascensão

Permissão de importação de aves expandiu e renovou qualidade do plantel

O presidente da Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Exóticos (Abrase), Luiz Paulo Amaral, diz que o mercado nacional para aves ornamentais vem crescendo aceleradamente desde 1994, quando a importação de novas espécies deu grande incentivo à criação, além de ter trazido sangue novo às criações já existentes, um fator importante para variar o plantel genético e apurar os padrões raciais.

Segundo ele, também houve incremento considerável no número de lojas voltadas à venda de animais, tanto ornamentais quanto domésticos. Atualmente, considerando só as metrópoles do Rio de Janeiro e de São Paulo, calcula-se que haja 8 mil estabelecimentos ligados a esse tipo de comércio.

GRANDE DEMANDA

Outro ponto importante foi a divulgação de novas legislações sobre animais silvestres e exóticos. Com isso, o mercado para animais ornamentais domésticos, oriundos de importações ou criatórios, teve grande progresso.

"A demanda ainda supera a procura, o que estimula e dá bons lucros ao empreendedor", diz. "Calculamos, porém, que a produção em cativeiro desses animais ainda não ultrapasse 10 mil exemplares, número irrisório diante do potencial da atividade."

A demanda, acrescenta Amaral, é basicamente de empresas de comercialização e pessoas físicas consumidoras. Por isso, diz, a escolha do plantel é muito importante. "Deve-se dar ênfase aos animais de maior penetração comercial, como faisão, pavão, marrecos e gansos."

APOSTA

A criação de aves ornamentais é a nova aposta de José Carlos Martins Gaspar, de São Bernardo do Campo (SP). O sítio, que antes era de lazer, transformou-se inicialmente em um grande canil. "Por enquanto, minha renda é exclusivamente da criação de cães e gatos."

Há alguns anos, Gaspar resolveu ampliar o número de opções. Comprou uma nova propriedade, na mesma região, e passou a investir em aves ornamentais domésticas, de raças puras. No novo sítio, de 8 hectares, tem 20 raças de galinhas. A waiandote prata laceada é a mais nova no plantel. "As galináceas são o forte do meu negócio, mas também tenho faisão, pavão e algumas espécies aquáticas", diz ele.

O mais caro - e o que chama mais atenção - é o belo cisne branco. O casal, adulto, custa de R$ 5 mil a R$ 6 mil. Além de caros, porém, não são garantia de retorno imediato, pois a reprodução é difícil. O cisne é monogâmico. "Já tenho esse casal há dois anos e ainda não reproduziu. Há vários fatores que interferem, incluindo a empatia entre macho e fêmea." O cisne negro, igualmente belo, é uma opção mais viável. É mais barato, cerca de R$ 1.500 o casal, e se reproduz mais facilmente.

CUSTO E REPRODUÇÃO

Há outras belas aves aquáticas, como as tadornas e espécies exóticas de ganso, como o canadense, que tem o pescoço negro, e o havaí. Mas também não são fáceis de reproduzir e, por isso, têm um valor agregado maior.

A tadorna tricolor chega a custar R$ 2 mil o casal adulto. "No geral, o custo da ave está relacionado com a facilidade ou a dificuldade da reprodução", explica Gaspar. Entre os galináceos, a ave mais cara, diz o criador, é o cochim gigante frisado, que custa R$ 200 o casal.

Já as mais baratas são as miniaturas em geral, que custam R$ 50, em média. "O interessante é que o custo para criação não é alto. Basicamente, ração de milho complementada com verde", explica. "O maior investimento é com as instalações, essenciais para a proteção das aves, e com a compra das matrizes."

FONTE:http://www.sebrae-sc.com.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Patos - Manual de orientação para criação e engorda




MANUSEIO

Os patinhos de um dia, estão sujeitos à alguns cuidados especiais depois de uma longa viagem, pois não passam de recém nascidos.

Apesar de muito resistentes e espertos, devem receber água com açúcar logo que postos sob a campânula. Caso não se dirijam aos bebedouros imediatamente, pegar alguns com a mão e molhar o bico, que logo todos farão o mesmo.

A temperatura da campânula deve ser de 32º Centígrados na primeira semana, passando à 25º C. na segunda semana. Nos locais de clima tropical não há necessidade de aquecedor alem dos quatorze dias.

ATENÇÃO:

1- Nunca segure os patinhos pelas patas ou asas, faça-o somente pelo pescoço ou pelo corpo.

2- Nunca deixe os patinhos entrarem na água antes de vinte e um dias.

ALIMENTAÇÃO

É o fator mais importante para quem deseje criar patos para engorda e abate. Nossa experiência com esta espécie, depois de experimentar diversas composições e fórmulas, nos ensinou que para haver um bom desempenho na criação, é necessário uma boa ração, que na falta de alternativa poderá ser a ração inicial de pintinhos, de preferência peletizada (com peletes tipo ração de codornas) ou triturada, evitando-se as rações muito finas, isto até os primeiros quatorze dias. A partir dai e até os trinta e cinco dias ou quinta semana, poderá ser administrada a ração comercial de crescimento peletizada, e dos trinta e cinco até o abate, a ração de engorda, também peletizada.

Se for possível conseguir ração especial ( só se consegue para grandes quantidades), siga a formulação que segue junto a embalagem dos patinhos de um dia. Caso não seja possível formular, entre em contato com um fabricante e solicite ração sem antibióticos, hormônios ou qualquer outro medicamento.

A ração não deve faltar nos comedouros, que podem ser de calha ou cilíndricos como os de frango de corte. À cada novo lote limpar bem os comedouros antes de botar ração limpa. No caso de abate, retirar a ração 8 horas antes, para que estejam com o aparelho digestivo vazio.

Os bebedouros devem ser do tipo automático ou calha com água corrente, numa altura que não permita ao patinho se banhar, devendo estar distante no máximo 3 metros dos comedouros, e de preferência junto à uma das laterais do galpão. Sob a linha de bebedouros, deve haver uma calha com ralo, para onde a água deva escorrer, deixando o piso seco.

O consumo de ração nas primeiras semanas é muito pequeno aumentando rapidamente da quinta semana em diante, podendo-se calcular a taxa de conversão com uma boa ração para o abate em 45 a 50 dias entre 2,4 e 2,5 quilos de ração por quilo de peso vivo, sendo que nesta idade, tanto machos como fêmeas atingem cerca de 3,3 kg. com diferença de 5% a favor dos machos. Caso o abate seja postergado para 70 dias, os patos podem ultrapassar os 4Kg. de peso vivo, porém com uma taxa de conversão menos eficiente. Usa-se esta modalidade para quando se deseja obter peitos de pato mais pesados.
Com uma boa ração temos conseguido exemplares de 4,5kg de peso vivo, aos 60 dias.


ESPAÇO

Outro fator de suma importância na criação é o espaço requerido pelos patos de Pequim, que como regra geral até a segunda semana, pode ser o dobro do necessário para pintinhos.
Dai em diante as necessidades mudam, e podemos resumi-las na tabela abaixo.



DIAS QUANTIDADE/m2

Até 7 dias 40 "
Até 14 dias 15 "
Até 21 dias 10 "
Até 28 dias 6 "
Até 35 dias 5 "
Até 49 dias 4 "
De 49 em diante 3 "

Um modelo bom para criação em nosso clima será o de um galpão com 10 metros de largura, e comprimento variando de 30 a 200 metros de acordo com a quantidade de aves que se deseje criar. O pé direito deve ser de no mínimo 3 metros nas regiões menos quentes e quatro metros nas regiões de clima quente. Nestas deve ser construído um lanternim na cumeeira para exaustão do ar quente. A posição do galpão em relação à incidência de raios solares também deve ser observada, de modo a possibilitar as aves sempre um local de sombra para se abrigarem pois uma exposição prolongada pode causar sua morte.

O galpão poderá ter a lateral toda telada ou não, dependendo da região, pois se não houver predadores ou ladrões, basta uma parede de 70 centímetros de altura para impedir a sua fuga. Também as divisórias entre lotes, podem ter apenas 50 centímetros de altura, pois será o suficiente para detê-los facilitando ao tratador o acesso.

O bebedouro em calha ou linha de bebedouros automáticos, deverá ficar junto a uma das paredes laterais, a uma altura do chão que não permita a entrada da ave, sendo a linha de comedores paralela a ela, numa distância que pode variar entre 2 e 3 metros.

O piso do galpão deve ser pavimentado, com caimento para o lado do bebedouro de cerca de 5% de modo a facilitar a limpeza e o escoamento da água.

As telhas podem ser de fibrocimento, recomendando-se nas regiões mais quentes as telhas de cerâmica, por isolarem um pouco mais o calor.

O PATO ORGÂNICO

Em 2002 iniciamos a criação do pato caipira ou orgânico, com excelentes resultados. É que a partir da segunda semana, quando não precisam mais calor artificial, são colocados em grande cercados nas áreas de capoeira, alimentando-se parcialmente de capim e outros vegetais, complementando-se a alimentação com uma ração especialmente formulada por nós, ração esta sem qualquer antibiótico, hormônio ou medicamento, e sem o stress inevitável do confinamento, produzindo um pato muito saboroso e mais saudável, e com características mais naturais. Este pato entretanto, diante de um custo mais elevado, só é produzido sob encomenda.


DOENÇAS

Iniciamos nossa criação em 1989, e até o presente não observamos em nosso criatório nenhuma doença contagiosa nos milhões de patos que já produzimos. Isto não significa que os patos não estejam sujeitos a doenças. No entanto cuidados na higiene e nas acomodações são necessários tais como, limpeza sistemática de comedores e bebedores a cada troca de lote, ventilação dos galpões, cama seca feita de cepilho, palha de arroz, capim seco picado, sabugo de milho triturado, ou qualquer outro material absorvente para manter o piso sem umidade, que por incrível que pareça é um dos principais fatores de mortalidade. Isso evitará que tenham reumatismo nas pernas, fato observado em literatura especializada, causando arqueamento das pernas e atrasando o crescimento.

Algumas vezes em casos isolados surgem problema nos olhos, que aparecem lacrimejando e meio fechados podendo causar cegueira e morte por inanição.. Deve-se isolar o indivíduo, aplicando-se em seguida sobre a vista, uma solução de água com sal à 5%. Normalmente a mortalidade até o abate aos 49 dias não chega aos 5%.

Para qualquer outro sintoma ou indícios de doença não identificada, sugerimos contato com um veterinário mais próximo que facilmente resolvera o problema, pois estes patinhos são criados a mais de um milênio, sendo poucos os problemas não solucionáveis.

FONTE:http://www.patoseloverde.com.br